Sessão teve falas dos advogados de Bolsonaro, Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira e Augusto Heleno; Moraes deve apresentar parecer na próxima semana
O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu na manhã desta quarta-feira (3) a segunda sessão do julgamento que apura a suposta tentativa de golpe contra o resultado das eleições de 2022. A reunião da Primeira Turma terminou às 12h53, após as sustentações orais das defesas dos quatro últimos réus, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A análise do caso será retomada na próxima semana, quando o relator Alexandre de Moraes apresentará seu parecer, seguido dos votos dos demais ministros: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. São necessários três votos para decidir pela condenação ou absolvição dos acusados.
Defesa de Augusto Heleno
O advogado Matheus Milanez, representante do general Augusto Heleno, criticou a condução do processo por parte do relator Alexandre de Moraes. Ele afirmou que o ex-ministro teria se afastado de Bolsonaro na fase final do governo e negou participação em um plano golpista. Sobre anotações encontradas com Heleno, Milanez disse que não constituíam “um encadeamento lógico de ideias”.
Defesa de Jair Bolsonaro
No último discurso em favor do ex-presidente, o advogado Celso Vilardi sustentou que Bolsonaro foi “arrastado” para os episódios investigados, mas não participou diretamente deles. Ele também atacou a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, chamando-a de contraditória e pouco confiável. Vilardi afirmou ainda que Bolsonaro determinou a transição de governo e declarou não ter tido acesso integral ao processo.
Defesa de Paulo Sérgio Nogueira
O ex-ministro da Defesa foi representado pelo advogado Andrew Farias, que alegou que Nogueira tentou evitar a adesão de militares a grupos radicais e chegou a aconselhar Bolsonaro a não seguir esse caminho.
Defesa de Walter Braga Netto
Em prisão preventiva no Rio de Janeiro, Braga Netto foi defendido por José Luis de Oliveira Lima. O advogado questionou a validade da delação de Mauro Cid, alegando que o ex-ajudante de ordens foi coagido e teria mentido em diferentes depoimentos. Para ele, não há provas contra o ex-ministro da Casa Civil.


