Deputado afirma que medida foi arbitrária e sem justificativa legal; decisão estaria ligada a inquérito sigiloso do STF
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta quarta-feira (23) que as contas bancárias de sua esposa, Heloísa Bolsonaro, foram bloqueadas por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “sem qualquer justificativa legal”, segundo ele.
Em publicação nas redes sociais, Eduardo divulgou um print de uma mensagem bancária recebida por Heloísa: “Transação não concluída. Não é permitida a emissão de Pix, conta bloqueada.” O parlamentar classificou o bloqueio como um “ato arbitrário” e relacionou a medida ao que chamou de perseguição por parte do ministro.
“Trata-se provavelmente de mais um ato arbitrário ordenado por Alexandre de Moraes […] Digo provavelmente, pois jamais fui sequer citado dos inquéritos que ele recentemente abriu contra mim, mas ontem resultaram igualmente nos bloqueios das minhas contas.”
Escreveu Eduardo.
O deputado ainda comparou a postura de Moraes à de “tiranos históricos” e afirmou que o ministro resiste em deixar o poder: “O desespero de Moraes lembra o declínio de tiranos históricos, que preferem o caos nacional e a morte à perda do poder.”

Bloqueio anterior já havia atingido o deputado
Na segunda-feira (21), veio a público que Alexandre de Moraes havia determinado o bloqueio dos bens, contas bancárias e operações via Pix de Eduardo Bolsonaro. A decisão, emitida no sábado (19), é sigilosa e está relacionada a um inquérito que investiga a atuação do parlamentar nos Estados Unidos, onde ele denunciou uma suposta perseguição política por parte da Corte.
Com a medida, Eduardo está impedido de fazer movimentações financeiras, e seu salário como deputado ficará retido em conta.


