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Professor de jiu-jítsu é preso suspeito de abusar e explorar sexualmente de alunos

Até o momento, não se sabe quantas vítimas foram exploradas sexualmente pelo suspeito. - Foto: Divulgação/Depca
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Um mandado de prisão temporária em nome do professor de jiu-jitsu foi expedido pela Justiça do Amazonas e cumprido em Santa Catarina.

Neste sábado (23), o professor de jiu-jítsu Alcenor Alves Soeiro, de 56 anos, foi preso em Balneário Camboriú, Santa Catarina, suspeito de abusar e explorar sexualmente dos próprios alunos. Os abusos eram praticados durante as viagens para disputa de campeonatos e na casa do investigado, onde as vítimas eram dopadas.

Além disso, o indivíduo costumava presentear os atletas com roupas e equipamentos de jiu-jítsu, passagens aéreas, inscrições em campeonato e video game.

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Até o momento, não se sabe quantas vítimas foram exploradas sexualmente pelo suspeito.

Um mandado de prisão temporária em nome do professor de jiu-jitsu foi expedido pela Justiça do Amazonas e cumprido em Santa Catarina. Na ocasião, Soeiro participava de uma competição como treinador de crianças e adolescentes.

Segundo o pedido de prisão, o homem teria se favorecido do fato de atuar como professor de jiu-jitsu para abusar de crianças e adolescentes desde 2014, “havendo possibilidade de tais crimes estarem sendo perpetrados ainda atualmente”.

A prisão ocorreu durante a Operação Armlock, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em conjunto com a Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC).

Notas de repúdio

A Federação Amazonense de Jiu-Jitsu Profissional (FAJJPRO), emitiu uma nota nas redes sociais onde repudiou as graves denúncias e as provas que foram colhidas contras as crianças e adolescentes da comunidade do jiu-jitsu regional.

A Federação Amazonense de Jiu-Jitsu Esportivo (FAJJE) também se pronunciou, manifestando a repulsa a qualquer ato criminoso, em especial aqueles que ferem gravemente os princípios de respeito e proteção aos vulneráveis.

A Associação dos Profissionais de Educação Física do Estado do Amazonas (APEFAM), em nota, repudiou toda e qualquer manifestação de assédio, importunação e violência contra as pessoas.

A escola em que Soeiro trabalhava também publicou uma nota: 

“Diante das notícias e dos últimos acontecimentos que envolveram o nosso diretor técnico de alto rendimento Alcenor Alves e da nossa escola, viemos ao público e a comunidade do JIU-JITSU informar que estamos no mercado desde 03/2017 e sempre pautamos pelos pilares e princípios do jiu-jitsu, a nossa escola é referência no ensino da formação de campeões, hoje a escola conta com um corpo de 6 (seis) professores graduados entre a faixa marrom e preta que trabalham diariamente no ensino do jiu- jitsu e nunca fomos alvo de denúncias sobre qualquer fato que venham denegrir ou ameaçar a integridade das pessoas. Somos uma escola em pleno crescimento no esporte que preza inclusive a integração das famílias diariamente próximo ao nosso tatame.

Lamentamos profundamente o ocorrido, estamos aguardando o desenrolar da justiça para que caso seja confirmado as denúncias o responsável que praticou os crimes seja punido no rigor da lei.”

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