O Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas foi apresentado nesta terça-feira (11), durante a COP 30, em Belém. O projeto, desenvolvido com ampla participação popular e apoio de especialistas, teve como diferencial o uso de uma plataforma digital baseada em Inteligência Artificial Generativa, ferramenta inédita no estado que auxiliou na construção de propostas voltadas à sustentabilidade.
Idealizada por uma startup amazonense com apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), a plataforma recebeu contribuições de cidadãos, pesquisadores, empreendedores, instituições e organizações sociais. O objetivo foi consolidar um modelo de desenvolvimento sustentável que valoriza a biodiversidade amazônica. As sugestões puderam ser enviadas online pelo site bioeconomiadoamazonas.com.br.
Segundo Márcio Pessoa, cofundador da startup Btracer, responsável pela tecnologia, o projeto representa um avanço para o ecossistema de inovação local.
“Isso é um marco para a Inovação no Amazonas. Essa integração entre startups e governo mostra como o uso da tecnologia pode acelerar processos e gerar benefícios reais para a população”
Afirmou.
Estrutura e objetivos do plano
O Plano Estadual de Bioeconomia foi construído em parceria com consultorias especializadas e diversas instituições. A proposta reforça o protagonismo do Amazonas nas discussões sobre mudanças climáticas, geração de oportunidades econômicas e valorização da floresta em pé.
O documento se organiza em cinco eixos principais:
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Governança
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Descarbonização e Energia Renovável
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Pessoas e Cultura
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Ecossistema de Negócios
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Patrimônio Cultural e Genético
A bioeconomia é vista como uma ferramenta essencial para a preservação ambiental, promovendo o uso inteligente dos recursos naturais e estimulando soluções inovadoras que respeitam os saberes tradicionais e geram desenvolvimento sustentável para o estado.


