A segurança no Parque da Cidade, em Belém (PA), onde ocorre a COP30, foi reforçada nesta sexta-feira (14) depois que a ONU enviou uma carta ao presidente da conferência, ao governo federal e ao governo do Pará apontando falhas na estrutura e cobrando um plano eficiente para garantir a proteção do evento.
O perímetro da conferência amanheceu com mais policiamento, novos bloqueios e alterações no acesso ao hangar principal. Gradis foram instalados em pontos estratégicos da Avenida Duque de Caxias e no cruzamento com a Doutor Freitas para restringir a movimentação de grandes grupos. O trajeto pela Avenida Brigadeiro Protásio também recebeu mudanças, com prolongamento das barreiras físicas.
Além da presença reforçada de militares do Exército, uma viatura da Polícia Militar do Pará foi posicionada no local. Seguranças privados e agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) também passaram a atuar no controle de acesso desde as primeiras horas da manhã.
A carta enviada por Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), destacou falhas nos pontos de entrada e saída da chamada Zona Azul, má qualidade de portas e portões, além do número insuficiente de agentes de segurança disponibilizados pelo Brasil.
Pouco depois das 5h, um grupo de indígenas realizou uma manifestação pacífica em frente ao espaço onde ocorrem as negociações climáticas. Com faixas pedindo respeito aos territórios tradicionais e criticando a exploração de petróleo, os manifestantes queriam ser ouvidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estava em Brasília.
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Ao chegarem ao portão do hangar, o novo protocolo de segurança foi imediatamente acionado. Tropas do Exército, da Força Nacional e da Polícia Federal ocuparam o perímetro interno, enquanto o Batalhão de Choque da PM atuou do lado de fora. O pavilhão de estandes internacionais chegou a ser esvaziado por bombeiros civis e seguranças.
A operação durou pouco mais de uma hora. Às 6h45, o acesso ao evento foi normalizado.


