Nutricionista Anny Melo alerta sobre os impactos desses produtos e reforça a importância de escolhas alimentares mais saudáveis
Hoje recebemos, no programa Deixa que eu Pergunto, a nutricionista Dra. Anny Melo para falar sobre um tema muito importante, e muitas vezes negligenciado, os impactos dos alimentos ultraprocessados na nossa saúde. Com mais de 12 anos de experiência, pós-graduação em Nutrição Oncológica pela PUC e em Saúde da Mulher pelo INADES-SP, professora de pós-graduação em Nutrição Funcional na Universidade Nilton Lins e membro da Associação Médica Brasileira de Prática Ortomolecular, Dra. Anny trouxe uma análise detalhada sobre como nossas escolhas alimentares podem contribuir para o desenvolvimento de doenças graves, como o câncer.
Segundo a especialista, não se trata apenas de contar calorias, mas de avaliar o impacto nutricional e inflamatório dos ingredientes.
“Não é sobre calorias, é sobre nutrição e escolhas saudáveis. Aquele alimento vai me edificar de alguma forma ou vai me causar malefícios. Muitos quadros de falta de disposição e até de procrastinação estão associados ao que a pessoa consome”
Destacou.

Crianças em risco
Os ultraprocessados representam um perigo ainda maior para as crianças, podendo gerar alergias alimentares, falta de foco e inflamações que comprometem o desenvolvimento.
“Pais com hábitos ruins influenciam diretamente na saúde da criança. É mais provável parar de fumar do que deixar de consumir esses alimentos, já que eles estão em toda parte”,
Acrescentou a jornalista Márcia Lasmar, que também participou da conversa.
Atenção aos ingredientes
Para a Dra. Anny, mais importante do que a tabela nutricional é a lista de ingredientes. Quanto menor, melhor.
“No caso do molho de tomate, se não conseguir preparar em casa, o ideal é escolher um produto que contenha apenas tomate e sal. Muitos conservantes e aditivos químicos irritam a mucosa intestinal e são altamente nocivos, especialmente para as crianças”
Explicou.
Riscos invisíveis
Outro alerta da especialista envolve as embalagens. O poliestireno, plástico usado em alguns recipientes, contém substâncias que podem fazer alterações hormonais e estão associadas ao risco de câncer.
Caminhos para escolhas melhores
Segundo a nutricionista, é possível melhorar a alimentação com pequenas mudanças: criar um cronograma semanal de refeições, incluir frutas e fibras para evitar picos de glicemia e escolher alimentos de acordo com os objetivos nutricionais de cada pessoa.
No encerramento, a Dra. Anny deixou um recado importante:
“Descasque mais e desembale menos. Coma os alimentos que vêm de Deus.”


