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Andrew Mountbatten-Windsor é solto após 11 horas detido por suspeita de má conduta

Ex-príncipe foi liberado sob investigação; caso envolve apuração sobre possível compartilhamento de material confidencial ligado a Jeffrey Epstein
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O ex-príncipe britânico Andrew Mountbatten-Windsor, anteriormente conhecido como Duque de York, foi liberado nesta quinta-feira (19) após permanecer cerca de 11 horas sob custódia policial no Reino Unido. Ele havia sido detido sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público.

Segundo a polícia de Thames Valley Police, responsável pela operação, Andrew foi solto “sob investigação”, o que significa que o caso segue em apuração. As buscas realizadas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk foram concluídas.

Imagens registraram o momento em que o ex-príncipe deixou a delegacia, por volta das 19h (horário local), no banco traseiro de um veículo.

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Operação e pontos ainda não esclarecidos

Pela manhã, a polícia informou que “um homem de sessenta e poucos anos de Norfolk” estava sob custódia e que agentes cumpriam mandados de busca. Andrew reside em Sandringham, no condado de Norfolk.

Até o momento, não foram detalhadas oficialmente as alegações específicas que motivaram a prisão, nem se o ex-príncipe já prestou depoimento formal.

Andrew, que completa 66 anos, nega veementemente qualquer irregularidade.

Reação da família real

Andrew é filho da falecida Elizabeth II e irmão mais novo do rei Charles III.

Em comunicado oficial, o monarca afirmou ter recebido a notícia com “profunda preocupação” e declarou:

“O que acontecerá agora será um completo, justo e apropriado processo por meio do qual esta questão será investigada da forma devida e pelas autoridades competentes.”

O texto acrescenta ainda que as autoridades contam com “total e irrestrito apoio e cooperação”.


Relação com Jeffrey Epstein volta ao centro do debate

Os vínculos entre Andrew e o financista americano Jeffrey Epstein estão sob escrutínio público há anos. A amizade entre os dois levou o então príncipe a se afastar das funções oficiais da monarquia em 2019, meses após a morte de Epstein.

Documentos divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos EUA reacenderam a controvérsia. Entre os mais de três milhões de arquivos tornados públicos em janeiro, estavam imagens e trocas de e-mails envolvendo Andrew e Epstein.

Em algumas mensagens de 2010, Epstein sugere encontros entre Andrew e uma mulher russa de 26 anos. As mensagens não indicam irregularidades explícitas, mas ampliaram o debate público sobre a proximidade entre os dois.

Outro documento de 2020 mostra que autoridades americanas solicitaram formalmente entrevistar Andrew, apontando que ele poderia ter sido “testemunha e/ou participante de certos eventos relevantes” na investigação.

Processo encerrado com Virginia Giuffre

Em 2022, Andrew firmou acordo judicial com a americana Virginia Giuffre, que o acusava de abuso sexual quando tinha 17 anos.

O ex-príncipe sempre negou as acusações e afirmou que nunca testemunhou ou suspeitou das atividades criminosas de Epstein.

Títulos removidos e impacto institucional

Andrew foi destituído de seus títulos reais em outubro de 2025, em meio à crescente pressão pública e institucional.

As novas investigações aprofundam o escrutínio sobre sua conduta e mantêm o caso no centro do debate público britânico e internacional.

Até o momento, não há acusação formal apresentada, e o ex-príncipe permanece liberado enquanto as autoridades dão continuidade às apurações.

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