Uma bebê de apenas 8 meses morreu com dengue e Covid-19. A morte foi registrada na última quarta-feira (28), no Distrito Federal, mas o caso ganhou repercussão após um relato da mãe da criança sobre o atendimento que a filha recebeu.
De acordo com a mãe, a bebê recebeu atendimento e foi liberada por três unidades de saúde. Ela teve febre no dia 25 de fevereiro e foi levada para um hospital, mas foi liberada após a triagem devido à lotação na unidade. Depois, a criança foi levada para uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e foi orientada a fazer exame de sangue, foi quando a mãe dela a levou para outro hospital.
A mãe contou que ficou “desesperada” e decidiu procurar o Hospital Regional de Sobradinho, no mesmo dia. Ela esperou por sete horas para ser atendida. “No Hospital de Sobradinho, colocaram pulseira laranja nela e fiquei sete horas esperando por atendimento. A médica falou que não era nada, fez hemograma, colocou um acesso nela, deu soro. Aí a doutora falou: ‘Não vou manter ela aqui porque está sem febre, está urinando, então a gente entende que não tem nada'”, disse Gabriela.
Na terceira unidade de saúde, a médica informou que não iria internar a bebê porque ela estava sem febre e, portanto, estaria bem. A criança foi tratada em casa com medicamentos prescritos pela médica, mas retornou para o primeiro hospital em que foi atendida depois que começou a vomitar.
Segundo a mãe, a criança, apesar dos vômitos, sentia “uma sede louca”. “Ela vomitou seis vezes à noite, porém, tomava leite e água. Ela sentiu uma sede louca, muita sede. Ela vomitava e mamava. Mas não deu febre”, afirmou.
A bebê acabou morrendo horas depois e na certidão de óbito foi apontada a causa como parada cardiorrespiratória, dengue e PCR positivo para Covid-19.

O que diz a Secretaria de Saúde
“A Secretaria de Saúde informa que a paciente em questão passou pela triagem do Hospital Regional de Planaltina, onde recebeu classificação verde, de acordo com o protocolo de classificação de risco. O hospital, no momento do atendimento, estava em bandeira vermelha, ou seja, priorizando os casos mais graves, com risco de morte.
Ao procurar o Hospital Regional Sobradinho, a paciente passou pela triagem, foi acolhida e avaliada, recebendo hidratação. Recebeu alta hospitalar, já que não havia alterações clínicas ou ambulatoriais, naquele momento, que indicassem a internação. A família foi orientada a manter hidratação oral e a retornar à uma unidade de saúde, caso houvesse alguma alteração no estado clínico.
Com a evolução do quadro, a família retornou ao HRP, onde a criança já deu entrada com quadro de parada cardíaca. Foram iniciadas as manobras de reanimação mas, infelizmente, ela não respondeu aos procedimentos.
A pasta esclarece que o óbito está sendo avaliado pela comissão de investigação de óbitos da região de Saúde Norte.”


