Jovem de 27 anos com histórico de transtornos mentais alegava sofrer de doença cerebral ligada a traumatismos; ele morreu após o ataque
Um ataque a tiros deixou quatro pessoas mortas nesta segunda-feira (28) em Nova York. O autor foi identificado como Shane Tamura, de 27 anos, residente de Las Vegas. Após os disparos, ele tirou a própria vida. O ataque aconteceu em um prédio corporativo na movimentada Park Avenue, onde funciona um dos escritórios da National Football League (NFL), a principal liga de futebol americano dos Estados Unidos.

De acordo com autoridades, Tamura portava um fuzil e deixou uma carta onde atribuía sua condição mental à NFL. No bilhete, ele menciona sofrer de encefalopatia traumática crônica (ETC) — uma doença neurodegenerativa causada por impactos repetitivos na cabeça, comum entre jogadores de futebol americano e outros esportes de contato.
O prefeito de Nova York, Eric Adams, confirmou o conteúdo da carta e afirmou que Tamura responsabilizava a NFL por sua condição mental. A polícia de Las Vegas informou que ele já tinha registros anteriores relacionados à saúde mental.
Ainda não se sabe qual era a ligação de Tamura com o esporte, se ele foi jogador em nível profissional, universitário ou amador. A NFL, por sua vez, não se pronunciou oficialmente até o momento.
A tragédia reacende o debate sobre os impactos do futebol americano na saúde mental dos atletas e também sobre o controle de armas nos Estados Unidos. Casos de jogadores diagnosticados com ETC após a morte vêm sendo amplamente estudados nos últimos anos, e a liga tem sido pressionada a reconhecer e mitigar os riscos do esporte.
As investigações seguem em andamento. Até o momento, não há informações sobre a identidade das vítimas nem sobre o que motivou o ataque naquele local específico.


