Zelensky classifica o crime como “assassinato horrendo” e promete capturar o responsável
O ex-presidente do Parlamento da Ucrânia, Andriy Parubiy, de 54 anos, foi assassinado a tiros na manhã deste sábado (30) em Lviv, no oeste do país. O ataque, ocorrido em plena luz do dia, desencadeou uma grande operação policial para localizar o autor dos disparos, que fugiu em uma bicicleta elétrica.
Segundo informações do jornal britânico The Sun, testemunhas afirmaram que o atirador usava capacete preto com detalhes amarelos e estava disfarçado como entregador de delivery. Parubiy foi atingido entre cinco e oito vezes e morreu no local, em uma calçada da rua Akademika Yefremova. Policiais encontraram ao menos sete cápsulas de munição na cena do crime, que foi isolada para investigação.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou a morte em publicação nas redes sociais, classificando o caso como um “assassinato horrendo”. Ele afirmou que o ministro do Interior, Ihor Klymenko, e o procurador-geral, Ruslan Kravchenko, já apresentaram as primeiras circunstâncias do crime e garantiu que “todas as forças necessárias estão mobilizadas para investigar e capturar o assassino”.
A Polícia local e o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) abriram inquérito por homicídio. As autoridades informaram que “todas as medidas estão sendo tomadas para identificar o atirador e determinar sua localização”.
Figura central da política ucraniana
Parubiy presidiu a Verkhovna Rada (Parlamento ucraniano) entre 2016 e 2019 e atuava como dirigente do partido Solidariedade Europeia, do ex-presidente Petro Poroshenko, principal força de oposição ao governo Zelensky.
Ele ganhou notoriedade em 2014 como o “comandante do Maidan”, referência ao acampamento de protestos em Kiev que resultou na queda do então presidente pró-Moscou, Viktor Yanukovych.
Ainda em 2014, sobreviveu a uma tentativa de assassinato, quando uma granada foi lançada contra ele, mas acabou explodindo debaixo de um carro.


