O Brasil voltou a registrar, em 2025, taxas elevadas de feminicídio e violência contra a mulher, reforçando um cenário de alerta em todo o país. Dados de órgãos de segurança pública e entidades de direitos humanos indicam que grande parte dos casos ocorre em situações cotidianas, muitas vezes fora do ambiente doméstico, o que amplia o debate sobre prevenção e proteção no dia a dia.
Diante desse contexto, especialistas destacam que, embora a responsabilidade pela violência nunca seja da vítima, atitudes preventivas, acesso à informação e fortalecimento de redes de apoio podem contribuir para a redução de riscos e para a ampliação da segurança feminina.
A seguir, confira sete atitudes simples que podem ajudar a aumentar a segurança da mulher, com base em estudos e orientações de instituições especializadas.
1. Atenção ao ambiente
Manter atenção ao entorno, evitando distrações excessivas em locais públicos, pode ajudar a identificar situações de risco com maior antecedência. Estudos da ONU Mulheres apontam que a percepção do ambiente é um fator relevante na prevenção da violência.
2. Compartilhamento de localização
O compartilhamento de localização em tempo real durante deslocamentos, especialmente à noite ou em trajetos pouco conhecidos, permite que pessoas de confiança acompanhem o percurso e acionem ajuda, se necessário.
3. Comunicação de trajetos
Informar familiares ou amigos sobre o destino, horário previsto de retorno e companhia é uma medida simples que cria uma camada adicional de segurança.
4. Confiança na intuição
Pesquisas em psicologia social indicam que sensações de desconforto funcionam como alertas baseados na leitura inconsciente de sinais de perigo. Diante disso, mudar rotas ou deixar o local pode ser uma decisão preventiva.
5. Preferência por locais iluminados e movimentados
Ambientes com iluminação adequada e circulação de pessoas tendem a reduzir situações de vulnerabilidade. Estudos urbanos apontam que a presença de testemunhas inibe ações violentas.
6. Conhecimento dos canais de denúncia
Ter acesso rápido aos canais de ajuda é fundamental. No Brasil, os principais são o 190, da Polícia Militar, e o 180, da Central de Atendimento à Mulher. O conhecimento desses serviços amplia a possibilidade de denúncia e proteção.
7. Fortalecimento de redes de apoio
O compartilhamento de informações e experiências entre mulheres contribui para a prevenção e para a resposta rápida em situações de risco. Organismos internacionais ressaltam que redes de apoio reduzem a subnotificação da violência.
Cenário de alerta
Relatórios nacionais e internacionais apontam que informação, prevenção e apoio social são estratégias essenciais no enfrentamento à violência contra a mulher. Especialistas reforçam que a segurança feminina é uma responsabilidade coletiva e uma questão de políticas públicas.


