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Saúde

Bactéria intestinal pode controlar desejo por doces, revela estudo

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Cientistas identificam que baixos níveis da Bacteroides vulgatus estão ligados ao aumento do apetite por açúcar; descoberta pode abrir caminho para tratamentos probióticos contra a obesidade

Uma bactéria comum do intestino humano pode ser a chave para regular o apetite por doces, segundo um novo estudo publicado por cientistas de duas universidades chinesas. A pesquisa identificou que pessoas com menores níveis da Bacteroides vulgatus apresentam uma maior propensão a consumir alimentos açucarados, tanto em testes laboratoriais com ratos quanto em análises com voluntários humanos.

A B. vulgatus faz parte da microbiota intestinal e, de acordo com os pesquisadores, funciona como um inibidor natural do apetite. A bactéria produz ácido pantotênico, substância que estimula a produção do hormônio GLP-1, responsável por atuar no cérebro controlando a saciedade, o mesmo mecanismo de ação de medicamentos como o Ozempic.

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Testes em laboratório e humanos

Para chegar à conclusão, os cientistas primeiro realizaram experimentos com cobaias, nas quais desativaram o gene Ffar4, responsável por codificar um receptor de ácidos graxos. O resultado foi uma redução nos níveis da B. vulgatus no intestino dos animais e, consequentemente, um aumento significativo no apetite por doces.

Na etapa seguinte, os pesquisadores analisaram a microbiota de 84 voluntários humanos e encontraram o mesmo padrão: indivíduos que consumiam mais doces tinham menor presença da bactéria no organismo.

Rumo a novos tratamentos

Com base nesses achados, os autores do estudo sugerem que a B. vulgatus atua diretamente sobre o eixo intestino-cérebro, influenciando o comportamento alimentar. A expectativa é que, no futuro, a descoberta possa fundamentar tratamentos probióticos voltados ao emagrecimento, por meio da suplementação da bactéria no intestino humano.

A pesquisa foi publicada no periódico científico “Free fatty acid receptor 4 modulates dietary sugar preference via the gut microbiota”, liderada por T. Zhang e colaboradores, em 2025.

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