O Banco Central (BC) vai propor mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após os desdobramentos do caso do Banco Master. A informação foi confirmada pelo diretor de Regulação do BC, Gilneu Vivan, durante um encontro com banqueiros realizado nesta segunda-feira (9), em São Paulo.
Segundo Vivan, a proposta faz parte da agenda regulatória da autoridade monetária e deve estar “organizada” até meados de março, embora os detalhes das medidas ainda não tenham sido divulgados.
“Devemos incluir na agenda deste ano a revisão de regras do FGC, a definição de regras para distribuição de títulos e a discussão sobre transparência dos intermediários. Isso deve estar organizado até meados de março”, afirmou o diretor.
O FGC é um fundo mantido por depósitos das próprias instituições financeiras e funciona como um mecanismo de proteção aos investidores, garantindo a devolução de recursos em casos de colapso bancário. No episódio envolvendo o Banco Master, o fundo deverá realizar o maior ressarcimento de sua história, estimado em quase R$ 50 bilhões.
Durante o evento, Gilneu Vivan também defendeu, assim como o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que falou anteriormente, a ampliação do debate sobre o “perímetro regulatório” da autarquia. A proposta é permitir que o BC supervisione instituições que atualmente estão fora de sua fiscalização direta, reforçando a segurança do sistema financeiro nacional.
A revisão das regras do FGC surge em meio a um esforço do Banco Central para aperfeiçoar a regulação, aumentar a transparência do mercado financeiro e evitar novos episódios de risco sistêmico.


