As vítimas passaram mal após consumirem açaí e granola que a mulher ganhou como presente, deixado na casa dela por um motoentregador.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte investiga um caso chocante de possível envenenamento que matou uma bebê de oito meses e deixou uma mulher de 50 anos em estado grave. O episódio aconteceu na semana passada no bairro Felipe Camarão, em Natal, após o consumo de um açaí com granola entregue misteriosamente por um motoboy.
Tudo começou quando Geisa de Cássia Tenório Silva, de 50 anos, começou a receber entregas inesperadas em casa. No domingo (13), chegou um pacote com um urso de pelúcia e chocolates acompanhado de uma mensagem de amor. Ela comeu os doces sem apresentar qualquer reação.
O problema surgiu na segunda-feira (14), quando recebeu um açaí com granola. Geisa dividiu o alimento com Yohana Maitê Filgueira Costa, a “sobrinha de consideração” de apenas oito meses. Cerca de meia hora depois, a bebê começou a passar mal e morreu na UPA da Cidade da Esperança antes mesmo de ser transferida para outro hospital.
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Apesar da tragédia, outra entrega chegou na terça-feira (15). Desta vez, Geisa comeu o açaí sozinha e, em apenas 15 minutos, começou a apresentar sintomas graves como sudorese excessiva, tremores nas mãos, fraqueza extrema e espuma na boca. Ela foi levada às pressas para o Hospital Regional de Macaíba, onde permanece internada em estado grave na UTI, entubada e sob observação médica.
Os familiares só desconfiaram do envenenamento após orientação dos médicos que atenderam Geisa.
“Ela espumava, tremia e não conseguia falar. Os profissionais desconfiaram de intoxicação”, relatou Yago Smith, filho de Geisa.
A polícia já recolheu amostras do açaí, das embalagens e das cartas que acompanhavam as entregas, além de coletar digitais para tentar identificar o motoboy e quem solicitou as corridas. O laudo toxicológico, que deve esclarecer se houve envenenamento, ainda está sendo elaborado pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP).
Enquanto aguardam respostas, a família tenta entender quem poderia ter enviado os presentes fatais. A mãe da bebê, Danielle Priscila Silva, lamenta a perda da filha: “Ela teve uma breve melhora, mas morreu na ambulância, ainda na UPA”.
A polícia investiga todas as possibilidades, incluindo vingança ou crime premeditado. O urso de pelúcia, primeira entrega recebida pela família, foi o único item não recolhido pela perícia.



