O relatório da PF será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se apresenta denúncia formal contra os envolvidos.
A Polícia Federal indiciou o atacante Bruno Henrique e mais nove pessoas por suspeita de envolvimento em um esquema de manipulação de apostas durante o jogo entre Flamengo e Santos, em novembro de 2023. O caso veio à tona após três casas de apostas alertarem a CBF sobre um movimento incomum: quase todas as apostas no mercado de cartões amarelos estavam concentradas no nome do jogador rubro-negro.
Em uma das plataformas, 98% do volume de apostas para cartões referiam-se especificamente a Bruno Henrique, enquanto outra registrou 95% de direcionamento para o mesmo evento. O padrão chamou atenção porque, historicamente, as chances do atacante receber cartão amarelo giravam em torno de 15%.
As investigações revelaram que muitas dessas apostas foram feitas por contas criadas às vésperas da partida, com valores acima do habitual para esses usuários.
Entre os indiciados estão familiares do jogador – como o irmão, cunhada e uma prima – e seis outras pessoas sem relação direta com o atleta, mas conectadas ao irmão dele.
Mensagens trocadas entre os suspeitos mostravam ansiedade pelo cartão, que só veio nos acréscimos do segundo tempo, após uma falta no meio-campo.
O Flamengo se manifestou por nota, afirmando que não foi comunicado oficialmente sobre o caso e reiterando o “princípio da presunção de inocência”.
Agora, o relatório da PF será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se apresenta denúncia formal contra os envolvidos.



