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Caso Djidja Cardoso: STJ mantém prisão de investigados no caso Djidja mesmo após anulação de processo

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Ministro do Superior Tribunal de Justiça rejeita liberdade para coach e preserva medidas cautelares contra funcionária ligada à morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva do coach Hatus Moraes Silveira e as medidas restritivas impostas à funcionária Verônica da Costa Seixas, investigados no caso da morte de Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido.

Entre as obrigações que continuam válidas está o uso de tornozeleira eletrônica por Verônica.

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Decisão judicial

O ministro Sebastião Reis Júnior destacou que, apesar de o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) ter reconhecido falhas processuais que resultaram na anulação da ação penal em primeira instância, não houve análise dos fundamentos que justificaram a prisão preventiva. Por isso, caberá ao juiz responsável pelo caso reavaliar a necessidade das medidas em prazo considerado razoável.

Defesa recorre

No fim de setembro, os advogados de Cleusimar Cardoso (mãe) e Ademar Cardoso (irmão da vítima) conseguiram anular o processo e agora se preparam para ingressar com habeas corpus no STJ.

A nulidade ocorreu porque os laudos das drogas apreendidas foram incluídos de forma tardia no processo, sem tempo para manifestação da defesa. Os documentos também apontam pequena quantidade de cetamina, reforçando a versão dos advogados de que os acusados seriam usuários e não traficantes.

A seita e os rituais

As investigações da Operação Mandrágora apontam que a família Cardoso liderava uma seita religiosa, na qual eram realizados cultos com o uso de cetamina e Potenay, ambos medicamentos de uso veterinário.

Além de Cleusimar e Ademar, a polícia também indiciou a própria Djidja, funcionários da rede de salões de beleza da família e o então namorado da ex-sinhazinha, Bruno Rodrigues. O grupo chegou a planejar a abertura de uma clínica veterinária para facilitar o acesso às substâncias e a criação de uma comunidade para manter a seita.

A morte de Djidja

De acordo com a polícia, Djidja teria passado a sofrer torturas praticadas pela mãe, o que levou à sua morte em 28 de maio de 2024, por depressão cardiorrespiratória. As agressões teriam sido registradas em vídeo pela própria Cleusimar.

Envolvidos e acusações

Além do coach Hatus Silveira, suspeito de intermediar o contato com fornecedores de drogas, outros nomes foram denunciados, incluindo Emicley, acusado de ocultar provas durante buscas policiais. Bruno Rodrigues também teve a prisão temporária convertida em preventiva após mensagens em seu celular reforçarem sua participação no esquema.

A lista de crimes imputados ao grupo inclui tráfico de drogas, associação criminosa, tortura com resultado morte, homicídio, cárcere privado, aborto sem consentimento, estupro de vulnerável, curandeirismo, charlatanismo e exercício ilegal da medicina.

A Operação Mandrágora segue reunindo provas e aprofundando as investigações sobre a seita e a rede de fornecimento de medicamentos controlados.

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