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Caso Vitória: MP-SP denuncia homem por feminicídio qualificado e ocultação de corpo em Cajamar

Maicol Santos confessou ter matado Vitoria Sousa. Defesa dele quer pedir anulação do interrogatório por dizer que cliente foi coagido a confessar. - Foto: Reprodução
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A Polícia Civil abrirá um novo inquérito para apurar se alguém o ajudou a esconder o cadáver.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou Maicol Santos, de 26 anos, pelos crimes de sequestro qualificado, feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual no caso da morte de Vitória Sousa, de 17 anos. O crime ocorreu em fevereiro deste ano, em Cajamar, na Grande São Paulo, e chocou a região pela brutalidade.

O promotor Jandir Moura Torres Neto classificou o assassinato como feminicídio qualificado, alegando que Maicol matou Vitória por desprezo à condição feminina, além de ter usado meio cruel (facadas) e motivo fútil (medo de que a vítima revelasse um suposto caso extraconjugal à sua esposa). A pena pode chegar a 50 anos de prisão se ele for condenado.

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O MP também pediu a conversão da prisão temporária para preventiva, o que manteria Maicol preso sem prazo definido. A decisão judicial ainda está pendente.

Apesar de Maicol ter confessado o crime sozinho, a perícia encontrou material genético de outro homem não identificado dentro do carro usado para transportar o corpo. Por isso, a Polícia Civil abrirá um novo inquérito para apurar se alguém o ajudou a esconder o cadáver.

 O crime ocorreu em fevereiro deste ano, em Cajamar, na Grande São Paulo, e chocou a região pela brutalidade. – Foto: Reprodução

Como aconteceu o crime?

  • 26 de fevereiro: Vitória saiu do shopping onde trabalhava e foi abordada por Maicol no caminho para casa;
  • 27 de fevereiro: ela foi assassinada a facadas. O corpo, encontrado nu e com múltiplos cortes, só foi localizado em 5 de março, em uma mata fechada;
  • Confissão: Maicol admitiu ter matado Vitória após uma discussão, alegando que ela o ameaçava expor um suposto relacionamento passado. Ele disse ter esfaqueado a jovem no pescoço e depois ocultado o corpo.

O promotor destacou a gravidade do caso: “É chocante você ver uma pessoa morrer pelo simples fato de ser mulher”. O crime reforça a discussão sobre feminicídio e perseguição (stalking), já que Maicol teria monitorado Vitória antes do assassinato.

Os advogados de Maicol afirmam que ele foi forçado a confessar sob ameaças policiais e que há um áudio gravado onde ele nega o assassinato. Eles pretendem usar esse material para anular a confissão. Além disso, o acusado se recusou a participar da reconstituição do crime.

Agora, a Justiça decidirá se mantém Maicol preso e se aceita as acusações do MP. Enquanto isso, a polícia continua investigando se houve participação de mais pessoas na ocultação do corpo.

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