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Saúde

Casos de esporotricose no Amazonas disparam 424% em 2025, com maior incidência em Manaus

Os casos no estado vêm aumentando desde 2022, quando foram registrados 338 ocorrências. - Foto: Reprodução
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A esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, encontrados no solo, em cascas de árvores e em vegetação em decomposição.

De janeiro a maio de 2025, o Amazonas registrou um aumento de 424% nos casos de esporotricose humana, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Até 27 de maio, já foram confirmados 603 casos da doença, sendo 569 em Manaus e 34 em nove municípios do interior.

esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, encontrados no solo, em cascas de árvores e em vegetação em decomposição. A doença pode afetar humanos, gatos, cães e outros mamíferos.

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Os casos no estado vêm aumentando desde 2022, quando foram registrados 338 ocorrências. Em comparação com o mesmo período de 2025, o crescimento foi de 78%.

Municípios com casos confirmados em 2025:

  • Presidente Figueiredo: 19;
  • Barcelos: 4;
  • Manacapuru: 3;
  • Maués: 2;
  • Rio Preto da Eva: 2;
  • Iranduba, Careiro, Silves e Tabatinga: 1 caso cada.

Para conter o avanço da doença, foi criado um grupo de trabalho com instituições de saúde e meio ambiente.

“A FVS faz parte de um grupo técnico junto com demais instituições de saúde e do meio ambiente, onde realiza ações de prevenção e propagação da doença”, explicou Lilian Furtado, gerente de vigilância epidemiológica da FVS-RCP.

Transmissão e sintomas

A infecção em humanos ocorre quando o fungo penetra na pele ou mucosas, geralmente por contato com espinhos, palha ou madeira contaminada ou arranhões, mordidas ou lambidas de animais infectados (gatos são os principais transmissores).

O sintomas em humanos se manifestam da seguinte forma:

  • Feridas profundas com pus que não cicatrizam;
  • Lesões que se assemelham a picadas de inseto e evoluem rapidamente;
  • Em casos graves, tosse, falta de ar e febre (quando atinge os pulmões).

Já em animais, é comum nódulos avermelhados e feridas com secreção, além de apatia, febre e dificuldade respiratória (em estágios avançados).

Tratamento

SUS oferece antifúngicos gratuitos, com tratamento podendo durar de 3 a 6 meses. Em animais, o acompanhamento veterinário é essencial.

Período de incubação: varia de 1 semana a 6 meses após a exposição ao fungo.

A FVS-RCP reforça a importância de evitar contato com materiais contaminados e buscar atendimento médico ou veterinário aos primeiros sinais da doença.

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