O conselho de administração dos Correios aprovou a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões junto a um conjunto de bancos públicos e privados. A informação foi confirmada por membros da alta cúpula da estatal.
Apesar da aprovação interna, o contrato só será efetivado após o aval do Ministério da Fazenda. O processo agora segue para análise do Tesouro Nacional, que atuará como garantidor da operação, e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
Segundo apuração, o pool de bancos inclui Citibank, Banco do Brasil, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra. Em nota, BTG Pactual e Citi disseram que não irão se posicionar sobre o tema. As demais instituições não responderam até a publicação.
O empréstimo será dividido em parcelas, liberadas gradualmente para evitar que o dinheiro permaneça parado em caixa, gerando custos com juros. Como parte do financiamento só será utilizada a partir de 2026, o pagamento da dívida terá prazo de até 15 anos e carência mínima de dois anos.
A projeção dos Correios é voltar a gerar lucro apenas em 2027. Até lá, a empresa pretende consolidar seu plano de reestruturação.
Anunciado em 15 de outubro, o plano prevê medidas como demissão voluntária, venda de imóveis e fechamento de até mil unidades deficitárias. As ações foram validadas no último dia 21, com o objetivo de estabilizar a estatal pelos próximos 12 meses e recuperar o equilíbrio financeiro entre 2025 e 2026.
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