Estima-se que, até 2030, mais de 340 milhões de pessoas serão diagnosticadas com diabetes. A condição ocorre quando o corpo não produz ou não utiliza insulina de forma adequada, o que faz a glicose se acumular no sangue. Sem tratamento, esse excesso pode causar complicações graves no coração, rins, visão e sistema nervoso.
Nos estágios iniciais, a diabetes costuma ser silenciosa e só é detectada por meio de exames de sangue. Com o avanço, porém, começam a surgir sinais que merecem atenção.
Segundo a endocrinologia, cerca de 72% dos pacientes só descobrem a doença quando já apresentam alguma complicação, por isso, manter exames em dia é essencial.
Ainda assim, alguns sintomas podem servir de alerta:
Sintomas que podem indicar diabetes
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Sede e fome excessivas
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Vontade frequente de urinar
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Cansaço e irritabilidade
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Boca seca
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Visão turva
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Feridas que demoram a cicatrizar
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Formigamento em pés e mãos
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Perda de peso sem explicação
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Coceira na pele ou na região íntima
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Infecções recorrentes
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Manchas escuras na pele
Como prevenir a diabetes?
A alimentação e o estilo de vida são fundamentais.
De acordo com a nutricionista Dra. Anny Melo, os hábitos diários são os pilares centrais tanto na prevenção quanto no controle da diabetes tipo 2.
“A alimentação e o estilo de vida influenciam diretamente na forma como o corpo usa a insulina. Dietas ricas em açúcar e gorduras ruins, associadas ao sedentarismo, favorecem o ganho de gordura visceral, que inflama o organismo e leva à resistência à insulina, principal porta de entrada para a diabetes”
Explica.
Alimentação: pontos essenciais
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Evitar ultraprocessados: ricos em açúcares e farinhas refinadas que elevam rapidamente a glicose.
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Priorizar fibras: presentes em grãos integrais, leguminosas, verduras e legumes, elas reduzem a velocidade de absorção do açúcar.
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Incluir gorduras boas: azeite, castanhas, abacate e peixes ajudam a controlar a inflamação e aumentam a saciedade.
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Controlar os carboidratos: não é sobre cortar, e sim escolher versões integrais e de baixo índice glicêmico.
Estilo de vida: o que faz diferença
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Atividade física regular: melhora a sensibilidade à insulina e ajuda a reduzir gordura visceral.
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Sono de qualidade: dormir mal desregula hormônios e aumenta a glicose.
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Controle do estresse: níveis elevados de cortisol elevam o açúcar no sangue.
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Evitar álcool e tabagismo: ambos prejudicam o controle glicêmico.
Segundo a Dra. Anny, até 58% dos casos de diabetes tipo 2 podem ser prevenidos com mudanças no estilo de vida e, para quem já tem o diagnóstico, esses mesmos ajustes são a base para controlar a doença e evitar complicações.


