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Economia

Dólar bate recorde de R$ 5,70, mas reduz ganhos e fecha a R$ 5,665 em dia de volatilidade

O dólar a vista devolveu a maior parte de seus ganhos e fechou com uma alta de 0,22% - Foto: Divulgação
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Analistas sugerem que a estabilização do dólar passa pelo fim das críticas de Lula ao BC e pela implementação de medidas que equilibrem as contas públicas.

Na terça-feira (2), o dólar viveu um dia de fortes oscilações, chegando a atingir R$ 5,70 durante as negociações, mas recuando para fechar em R$ 5,665, com uma alta de 0,22%.

O dia foi marcado por especulações sobre possíveis intervenções do Banco Central (BC) e críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à autoridade monetária.

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A moeda norte-americana abriu o dia em queda, mas logo inverteu a tendência após novas críticas de Lula ao BC e promessas de medidas para o câmbio.

A incerteza no mercado aumentou, impulsionando o dólar para a máxima intradiária de R$ 5,701. No entanto, rumores de que o BC estaria consultando tesourarias para avaliar o apetite do mercado por dólares à vista levaram a uma reversão no final do pregão.

Cotação do Dólar

  • Dólar Comercial:
    • Compra: R$ 5,665
    • Venda: R$ 5,665
  • Dólar Turismo:
    • Compra: R$ 5,716
    • Venda: R$ 5,896

Contexto e repercussões

As críticas de Lula ao Banco Central, acusando a instituição de estar a serviço do sistema financeiro e do mercado, geraram preocupações no mercado.

O presidente afirmou que o governo discutirá medidas para conter a alta do dólar, mas evitou detalhar quais seriam essas ações. Ele também mencionou que retornará a Brasília para debater soluções.

O mercado especulou sobre possíveis intervenções do governo, incluindo mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para operações cambiais.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descartou essa possibilidade, enfatizando que a melhor forma de conter a desvalorização do real é melhorar a comunicação sobre o arcabouço fiscal e a autonomia do BC.

No final do pregão, rumores de que o BC estava consultando tesourarias sobre intervenções no câmbio acalmaram o mercado, resultando na redução dos ganhos do dólar. Essas consultas são comuns em momentos de estresse para medir o apetite do mercado por dólares à vista ou contratos de swap.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que a autarquia deve permanecer fora da arena política e que o trabalho do BC é técnico.

“Há um prêmio de risco na curva (de juros), e ele tem sido elevado nas últimas semanas com a incerteza sobre o que acontecerá quando a próxima liderança, o próximo time (do BC) assumir”, acrescentou o presidente do BC.

Campos Neto deixará o comando da instituição no fim de dezembro. Ele participou de um evento do Banco Central Europeu (BCE) em Sintra, Portugal.

O dólar acumula uma alta de aproximadamente 17% em 2024, refletindo a volatilidade e as incertezas políticas e econômicas.

Analistas sugerem que a estabilização do dólar passa pelo fim das críticas de Lula ao BC e pela implementação de medidas que equilibrem as contas públicas.

 

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