Perspectiva de corte de juros pelo Fed pressiona moeda americana; no Brasil, atenções se voltam para coletiva do BC
O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (5) e acelerou as perdas após a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll), que reforçou as apostas de corte de juros pelo Federal Reserve já em setembro.
Às 10h18, o dólar à vista recuava 0,93%, cotado a R$ 5,3951. No mesmo horário, o Ibovespa avançava 1,09%, alcançando 142.528,81 pontos.
Dados do payroll
A economia americana criou 22 mil vagas de trabalho em agosto, número bem abaixo da expectativa de 75 mil postos projetada por pesquisa da Reuters. Já a taxa de desemprego ficou em 4,3%, em linha com as previsões.
O resultado mais fraco que o esperado aumentou a percepção de que o Fed terá espaço para cortar juros na reunião deste mês. Esse cenário levou os rendimentos dos Treasuries a recuar: às 9h55, o título de dois anos caía 10 pontos-base, a 3,489%.
Pressão sobre o dólar
Com a mudança nas apostas para a política monetária dos EUA, o dólar perdeu força não só frente ao real, mas também diante de outras moedas globais. O índice DXY, que mede o desempenho da divisa americana frente a seis moedas fortes, recuava 0,60%, a 97,640.
Atenção ao Banco Central
No Brasil, o mercado também acompanha a entrevista coletiva do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, marcada para as 11h desta manhã. Ele estará acompanhado de Izabela Correa, diretora de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta, e de Gilneu Vivan, diretor de Regulação.
A coletiva terá como foco as novas medidas para reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional, aprovadas em reunião da diretoria do BC. Entre elas, está a criação de um teto para transferências via Pix e TED.


