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Política

Elon Musk deixa governo Trump após polêmicas e frustração com cortes orçamentários

A Casa Branca afirmou que os esforços do Doge continuarão, mas sem Musk no comando. - Foto: Jim Watson/AFP
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O mandato de 130 dias terminaria em 30 de maio. A Casa Branca afirmou que os esforços do Doge continuarão, mas sem Musk no comando.

O bilionário Elon Musk, CEO da Tesla, está se desligando da administração Trump após uma conturbada passagem como líder da campanha por eficiência governamental. A saída, confirmada por uma autoridade da Casa Branca à Reuters, ocorre após meses de atritos internos e metas não alcançadas de redução de gastos públicos.

“O desligamento começará hoje à noite”, declarou a fonte nesta quarta-feira (28), acrescentando que Musk não teve uma conversa formal com Trump antes da decisão, tomada em “nível sênior da equipe”.

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Na véspera, o empresário usou a plataforma X para agradecer ao presidente, encerrando o mandato como consultor especial do Departamento de Eficiência Governamental (Doge).

Atritos políticos e críticas ao plano tributário

A saída foi precipitada após Musk criticar publicamente o projeto de lei tributária de Trump, classificando-o como “muito caro” e prejudicial ao trabalho do Doge. Segundo fontes, o comentário irritou figuras-chave do governo, como o vice-chefe de gabinete Stephen Miller, forçando a Casa Branca a reforçar o apoio ao plano junto a senadores republicanos.

Apesar da proximidade inicial com Trump, Musk viu a influência diminuir gradualmente. Nomeado para cortar US$ 2 trilhões em gastos federais, o Doge alega ter economizado US$ 175 bilhões — valor não verificado independentemente.

Estilo agressivo e conflitos internos

Conhecido pelo estilo confrontador, Musk prometeu uma “onda de demissões em massa” ao acabar com o teletrabalho de servidores públicos – medida que chamou de “privilégio da era covid”. Mas a abordagem gerou resistência até mesmo entre aliados. Em março, Trump reafirmou que decisões sobre pessoal cabiam aos secretários, não a Musk.

O bilionário ainda travou embates com membros do gabinete, como o secretário de Estado Marco Rubio e o assessor comercial Peter Navarro, a quem chamou de “idiota” e “mais burro do que um saco de tijolos”. Navarro rebateu: “Já me chamaram de coisas piores”.

Em abril, Musk já sinalizara o desgaste, reduzindo atividades no governo para se dedicar à Tesla. Em entrevista ao The Washington Post, admitiu: “A situação da burocracia federal é muito pior do que eu imaginava. […] É uma batalha difícil tentar melhorar as coisas.”

O mandato de 130 dias terminaria em 30 de maio. A Casa Branca afirmou que os esforços do Doge continuarão, mas sem Musk no comando.

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