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Polícia

Estudante de educação física é preso em Manaus por se passar por médico e atender crianças

Gabriel responderá por crimes como exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica e estelionato contra vulneráveis. - Foto: Reprodução/Rede Amazônica
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O caso veio à tona após uma denúncia anônima, que levou à Operação Hipócrates, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas.

Um estudante de educação física foi preso nesta terça-feira (29) em Manaus acusado de exercer ilegalmente a medicina. Gabriel Ketzel da Silva, de 23 anos, se apresentava como ortopedista, pediatra e clínico geral em hospitais públicos, clínicas particulares e até em atendimentos voluntários a crianças em situação de vulnerabilidade.

Não é a primeira vez que o jovem é preso por falsa identidade. Em 2020, ele foi detido ao se passar por tenente do Exército. Desta vez, segundo a polícia, ele atuava como falso médico há pelo menos dois anos, utilizando crachás, carimbos e uniformes falsos.

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O caso veio à tona após uma denúncia anônima, que levou à Operação Hipócrates, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas. Durante as investigações, foram encontradas provas contundentes:

  • Prontuários médicos falsificados, incluindo o de uma criança de 7 anos atendida no Hospital da Criança, na Zona Oeste de Manaus;
  • Gravações de áudio em que Gabriel combina assumir plantões no lugar de médicos, em troca de pagamento;
  • Materiais apreendidos, como uma arma falsa, distintivos das Forças Armadas e equipamentos médicos ilegais.

O delegado Cícero Túlio, responsável pelo caso, afirmou que o suspeito “cooptava pacientes em atendimentos beneficentes e depois os contactava oferecendo consultas especializadas”. A polícia também investiga se médicos reais estavam envolvidos no esquema, permitindo que Gabriel atendesse em seus nomes.

A polícia também investiga se médicos reais estavam envolvidos no esquema, permitindo que Gabriel atendesse em seus nomes. – Foto: Reprodução

Posicionamentos

A defesa do médico Israelson Taveira, cujo nome foi usado em prontuários, negou qualquer participação no esquema.

Conselho Regional de Medicina do Amazonas afirmou que ainda não foi oficialmente notificado, mas está à disposição para colaborar.

Secretaria de Saúde do Estado confirmou que Gabriel não tem vínculo empregatício com a rede pública.

Gabriel foi levado para o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e responderá por crimes como exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica e estelionato contra vulneráveis. A polícia segue investigando possíveis cúmplices.

Gabriel atuava como falso médico há pelo menos dois anos, utilizando crachás, carimbos e uniformes falsos. – Foto: Reprodução

 

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