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Política

EUA aplicam Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, ministro do STF

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Sanções incluem bloqueio de bens nos EUA e proibição de entrada no país; Washington acusa Moraes de violações de direitos e perseguição política

O governo dos Estados Unidos aplicou nesta quarta-feira (30) a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação havia sido antecipada pelo analista de Internacional da CNN, Lourival Sant’Anna.

A CNN entrou em contato com o STF e com a Advocacia-Geral da União (AGU), mas ainda não obteve resposta oficial.

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Sanções e justificativa

Em comunicado, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que Moraes “assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras”. Ele também o acusou de comandar uma “campanha opressiva de censura, prisões arbitrárias e processos politizados  inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”.

Segundo Bessent, as ações de Moraes colocam em risco os interesses e as liberdades dos cidadãos dos Estados Unidos, o que motivou a sanção.

O que é a Lei Magnitsky?

Aprovada em 2012, durante o governo de Barack Obama, a Lei Magnitsky permite que os EUA imponham sanções econômicas e restrições de visto a indivíduos estrangeiros acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos. Ela foi criada em resposta à morte do advogado russo Sergei Magnitsky, preso após denunciar corrupção no governo da Rússia.

Desde 2016, a legislação passou a ter escopo global e pode ser usada contra qualquer pessoa envolvida em violações como execuções extrajudiciais, tortura, censura e repressão política.

O que muda para Alexandre de Moraes?

Com a sanção, todos os bens e ativos de Moraes sob jurisdição dos EUA ficam bloqueados. Além disso, ele está proibido de entrar no país e não pode fazer transações financeiras com cidadãos ou instituições americanas.

O Departamento do Tesouro destacou que quaisquer empresas ou entidades controladas por Moraes, direta ou indiretamente, também estão sujeitas às restrições.

A legislação também impede que qualquer pessoa ou instituição americana forneça fundos, bens ou serviços ao sancionado. Quem desrespeitar as medidas pode ser penalizado com multas ou processos criminais.

Foto: Reprodução

Como sair da lista?

Para deixar a lista de sanções, o alvo precisa demonstrar que não tem mais relação com os atos que motivaram a punição, que já foi julgado por isso ou que mudou de conduta de maneira significativa. Em situações especiais, o presidente dos EUA pode suspender a sanção, desde que informe o Congresso com 15 dias de antecedência.

A situação segue em desenvolvimento e a matéria será atualizada com novos desdobramentos.

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