O julgamento de Diddy, um dos nomes mais influentes da música e da cultura nas últimas décadas, teve início no dia 5 de maio, em Nova York.
Nesta terça-feira (27), Capricorn Clark, ex-assistente do rapper e produtor Sean “Diddy” Combs, prestou um depoimento impactante no tribunal de Manhattan, revelando que o antigo chefe a ameaçava constantemente de morte e chegou a sequestrá-la em um surto de ciúmes envolvendo a ex-namorada, Cassie Ventura.
Segundo Clark, em dezembro de 2011, Combs apareceu na casa dela armado após descobrir que Ventura estava se relacionando com o rapper Kid Cudi (Scott Mescudi). Ele ordenou que ela se vestisse e o acompanhasse, declarando: “Vamos matar”, em referência a Mescudi – que também testemunhou contra Combs na semana passada.
O caso faz parte de uma série de acusações graves contra o magnata, incluindo agressão sexual e envolvimento em uma rede de tráfico sexual. A Promotoria alega que Combs liderou uma organização criminosa que recorria a sequestros, subornos e até incêndios dolosos para manter controle.
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O relato de Clark reforça as declarações anteriores de Ventura e Mescudi. Este último afirmou que o carro foi incendiado em janeiro de 2012 – ato que Ventura atribuiu a uma retaliação de Combs.
Chorando diversas vezes durante o depoimento, Clark descreveu como Combs a coagiu a ajudá-lo a fugir da investigação policial sobre o caso Mescudi. Ela também revelou ter sido submetida a um detector de mentiras após o empresário suspeitar que ela roubara joias de diamantes. Além disso, testemunhou um violento ataque de Combs contra Ventura durante o conflito envolvendo o triângulo amoroso.
“A cada chute, ela se encolhia cada vez mais na posição fetal”, afirmou Clark.
Se condenado por associação criminosa e tráfico sexual, Combs pode enfrentar prisão perpétua. O julgamento continua sob forte repercussão.


