No dia 7 de agosto de 2025, o influenciador digital Felca lançou um vídeo intitulado “adultização”, que rapidamente ultrapassou 5 milhões de visualizações em apenas um dia
No conteúdo, Felca denuncia práticas de exploração e sexualização precoce de crianças por influenciadores nas redes sociais. Ele analisa como os algoritmos contribuem para dar visibilidade a esse tipo de material, entrevista uma psicóloga especialista e cita casos como o do influenciador Hytalo Santos, investigado pelo Ministério Público da Paraíba, e do canal “Bel Para Meninas”, já acusado de expor menores a conteúdos e roteiros inapropriados.
A repercussão foi imediata e intensa. Diversos influenciadores manifestaram apoio público à iniciativa, elogiando a coragem do criador de conteúdo. Entre eles, o deputado federal Nikolas Ferreira escreveu em suas redes:
“Felca mexeu no vespeiro. Na época da Ilha do Marajó fiz um vídeo, arrecadamos muito pra ajudar e a mídia ficou literalmente calada sobre. Que Deus abençoe ele nessa jornada. Não será fácil.”
Paralelamente, o youtuber enfrentou críticas e acusações: mais de 200 perfis na rede social X o acusaram de pedofilia pelo fato de ter seguido contas de menores de idade, algo que, segundo ele, ocorreu exclusivamente para fins investigativos. Em resposta, Felca anunciou que está processando esses perfis, oferecendo um acordo alternativo: doar R$ 250 para instituições de proteção à infância como forma de reparar o dano e apoiar a causa.
O episódio marca uma guinada na carreira do influenciador, que normalmente aposta no humor e na ironia, mas agora se coloca como ativista digital na luta contra o abuso e a sexualização infantil, um tema sensível que, segundo ele, ainda é tratado com silêncio e omissão por parte de muitas plataformas e veículos de comunicação.


