Infecção viral atinge principalmente crianças menores de cinco anos e exige cuidados redobrados em ambientes coletivos
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), reforça as orientações de prevenção contra a doença mão-pé-boca, infecção viral comum entre crianças, especialmente as menores de cinco anos.
Com duração média de sete dias, a doença é altamente contagiosa e pode ser transmitida pelo contato direto com secreções nasais e orais, líquido presente em bolhas na pele e fezes de pessoas infectadas. Objetos e superfícies contaminados, como brinquedos, também podem espalhar o vírus. Adultos, mesmo sem sintomas, podem transmitir a doença.
Vigilância e monitoramento
A FVS-RCP mantém o monitoramento dos casos no estado em parceria com as vigilâncias municipais. Além disso, realiza treinamentos para profissionais de saúde e emite notas técnicas com protocolos de notificação, prevenção e manejo clínico da doença.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca a importância da atenção em locais de convívio infantil:
“É necessário ter atenção redobrada em creches e escolas, ambientes onde o risco de disseminação é maior.”
Identificação dos sintomas
A publicitária Patrícia Lima, mãe de Alexander Noah, de 1 ano e 3 meses, relatou que identificou os primeiros sinais da doença no filho quando surgiram bolhas nas mãos e nos pés.
“No início pensamos que fosse picada de mosquito, mas depois as bolinhas aumentaram. Levamos ao pediatra e recebemos o diagnóstico de mão-pé-boca”
Contou.
Após a experiência, Patrícia afirma que intensificou os cuidados de higiene, principalmente com a retomada das aulas.
A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), Roberta Danieli, reforça que crianças com sintomas devem ser afastadas temporariamente do convívio escolar:
“Diante de febre, aftas, lesões nas mãos e pés e dificuldade para engolir, a criança não deve ir à escola. É preciso buscar atendimento médico para reduzir riscos de transmissão.”
Prevenção e tratamento
As principais medidas de prevenção incluem lavar as mãos com frequência, higienizar objetos e superfícies, cobrir nariz e boca ao espirrar e evitar compartilhar utensílios como talheres e mamadeiras. Crianças com sintomas devem permanecer afastadas até que as lesões estejam cicatrizadas.
Não há tratamento específico para o vírus. O atendimento médico é voltado ao alívio dos sintomas, com uso de antitérmicos, analgésicos, hidratação e, em alguns casos, anestésicos tópicos para dor.
Em situações mais graves, como febre persistente, desidratação, sonolência excessiva ou convulsões, o paciente deve ser encaminhado a unidades de média complexidade, como Hospitais e Pronto-Socorro (HPSs) infantis, Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).


