Ministério da Saúde de Gaza denuncia mais de mil mortes durante busca por ajuda humanitária; Israel responsabiliza Hamas por crise alimentar
O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas, informou nesta quinta-feira (25) que ao menos 89 palestinos foram mortos e outros 453 ficaram feridos nas últimas 24 horas em decorrência de ataques israelenses. Desde o início da ofensiva militar de Israel, em resposta aos ataques de 7 de outubro, mais de 59 mil palestinos teriam perdido a vida, segundo dados locais.
A crise humanitária se intensifica na região, com relatos de que mais de mil civis morreram enquanto tentavam acessar ajuda humanitária e outros 7.275 ficaram feridos nessas tentativas. A escassez de alimentos e o colapso das condições básicas de sobrevivência têm sido denunciados por entidades internacionais.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, alertou para a fome generalizada enfrentada pela população de Gaza, classificando a situação como crítica.
Israel, por sua vez, nega ser responsável pela crise de desabastecimento e acusa o Hamas de manipular a escassez para fins políticos. Apesar da negativa, mais de 100 organizações humanitárias internacionais têm reforçado os alertas sobre o agravamento da crise no território palestino.


