Brasil sofre goleada vexatória e vê classificação para a Copa ainda indefinida.
Faltando pouco mais de um ano para a Copa do Mundo, a Seleção Brasileira viveu uma das piores noites em anos. Na terça-feira (25), no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, o Brasil foi goleado por 4 a 1 pela Argentina, em partida válida pela 14ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas.
Com o revés, o Brasil, 4º colocado com 21 pontos, ainda não garantiu a vaga no Mundial, enquanto a Argentina, já classificada, segue líder com 31 pontos.
O domínio argentino foi absoluto desde o início: Julián Álvarez abriu o placar aos 3 minutos, Enzo Fernández ampliou aos 12, e Mac Allister fez o terceiro antes do intervalo. Matheus Cunha descontou para o Brasil após falha de Romero, mas Simeone fechou o placar no segundo tempo.
Falta de reação e erros individuais marcam vexame
A derrota escancarou problemas estruturais. O meio-campo brasileiro foi dominado, a defesa cometeu falhas graves (como as de Murillo e Arana no primeiro gol), e Bento, no gol, teve atuação irregular. Enquanto isso, os principais nomes do ataque – Raphinha, Vinicius Jr. e Rodrygo – desapareceram.
O cenário foi agravado pelas declarações inflamadas de Raphinha antes do jogo. O atacante prometeu “dar porrada” nos argentinos e afirmou que marcaria gol. As falas repercutiram mal, e o jogador foi vaiado durante o hino nacional.

Pressão sobre Dorival Júnior atinge limite
A goleada acendeu o alerta máximo na CBF. Dorival Júnior, que assumiu em janeiro de 2024, acumula apenas sete vitórias em 16 jogos e sofre críticas por escalações questionáveis – como a opção por apenas dois volantes contra o forte meio-campo argentino.
O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, evitou assumir responsabilidades: “O resultado em campo a gente não tem controle”.
Nos bastidores, porém, a troca de comando já é discutida. Carlo Ancelotti, preferência antiga de Ednaldo, segue como principal nome, mas a possível saída do Real Madrid só após o Mundial de Clubes (junho/julho) adia uma decisão. Filipe Luís (Flamengo) também é cotado.
Dorival, visivelmente abalado, admitiu a pressão: “É uma situação que foge ao meu comando”. A Seleção volta a jogar apenas em junho, contra Equador e Paraguai, em jogos que podem definir o futuro.
Enquanto isso, a Argentina celebra não só a classificação, mas uma noite de gala de Julián Álvarez – que, mesmo sem Messi, comandou o ataque com maestria.