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Economia

Governo bloqueia R$ 12,1 bilhões do Orçamento

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Ministérios da Saúde e das Cidades concentram os maiores cortes para garantir despesas obrigatórias; Educação e Banco Central ficam de fora da medida

O governo federal determinou o bloqueio de R$ 12,1 bilhões em despesas discricionárias de ministérios e emendas parlamentares, conforme o Decreto de Programação Orçamentária e Financeira do 4º bimestre de 2025, publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta terça-feira (30).

A medida já era esperada, pois o RelatóriSaúe,

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Por que o bloqueio foi feito?

O governo trabalha com uma meta de déficit de até R$ 31 bilhões para este ano. Como a projeção atual é de R$ 30,2 bilhões, não foi necessário contingenciar verbas (ou seja, congelar recursos que poderiam ser liberados posteriormente). Mesmo assim, o bloqueio é considerado necessário para equilibrar as contas públicas e manter a execução orçamentária sob controle.

Onde o corte foi maior?

  • Ministério da Saúde → sofreu bloqueio de R$ 1,8 bilhão, o que representa um forte aumento em relação ao trimestre anterior (quando o valor era de apenas R$ 100 milhões).

  • Ministério das Cidades → foi o mais impactado em valores absolutos, com R$ 2,4 bilhões bloqueados.

  • Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional → teve o bloqueio reduzido de R$ 1,1 bilhão para R$ 947,1 milhões.

  • Demais ministérios → registraram cortes inferiores a R$ 1 bilhão cada.

  • Educação → segue preservada desde o 3º bimestre, com dotação integral de R$ 32,4 bilhões.

  • Banco Central → também ficou de fora, apesar de ter orçamento de R$ 502 milhões.

E as emendas parlamentares?

O bloqueio das emendas de bancada aumentou de R$ 2,4 bilhões para R$ 2,8 bilhões, o equivalente a 23% do total bloqueado. Essas emendas são recursos destinados pelos parlamentares para suas bases eleitorais, mas seguem regras próprias de distribuição e podem ser ajustadas posteriormente conforme negociação com o Congresso.

O que acontece agora?

Os órgãos federais afetados têm até o dia 7 de outubro (cinco dias úteis) para indicar quais programações orçamentárias serão atingidas.

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