Aós a deflagração da operação ‘Valentia’, seis dos sete guardas que participaram da ocorrência estão presos.
O agente da Guarda Municipal de Manaus (GMM), Ghabriel Benezar, está foragido após ter a prisão decretada pela Justiça do Amazonas. Ele é o único dentre os sete suspeitos de envolvimento no caso de tortura contra um homem algemado em um prédio abandonado no Centro de Manaus que ainda está em liberdade.
Durante a operação ‘Valentia’, três guardas foram presos em diferentes endereços da capital e dois se apresentaram espontaneamente no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Benezar, no entanto, não foi localizado.
No sábado anterior (26), Francisco Chagas Eugênio de Araújo, filmado agredindo o homem, já havia sido preso, após ele mesmo se apresentar na delegacia.
Com base nas investigações, o MPAM expediu, na quinta-feira, seis mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão, totalizando 14 ordens judiciais durante a operação.
A agressão ocorreu no dia 12 de abril, mas o caso só ganhou ampla repercussão no dia 24, após a divulgação de vídeos nas redes sociais. Na gravação de mais de 1 minuto, um homem algemado é agredido pelo guarda Francisco das Chagas com um cassetete, enquanto outros agentes observam e um deles filma a cena.
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública (Semseg), divulgou nota afirmando que repudia o episódio, que considera a agressão injustificável e que o comportamento dos agentes não reflete os princípios da Guarda Municipal.
A administração municipal determinou o afastamento imediato dos envolvidos, recolheu as armas usadas por eles e abriu processo disciplinar para investigar os fatos.
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