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Influenciador Hytalo Santos é preso em SP em operação contra exploração de menores

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Youtuber Felca trouxe o caso à tona; investigações do Ministério Público da Paraíba começaram em 2024 e apontam indícios de tráfico de pessoas, exploração sexual e trabalho infantil artístico irregular

O influenciador paraibano Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente, foram presos nesta sexta-feira (15) em uma residência em Carapicuíba, na Grande São Paulo. A ação é resultado de uma operação conjunta entre o Ministério Público da Paraíba (MPPB), Ministério Público do Trabalho (MPT), Polícia Civil da Paraíba e de São Paulo, além da Polícia Rodoviária Federal.

Hytalo é investigado por suposta exploração e exposição de crianças e adolescentes em conteúdos para redes sociais. As denúncias ganharam repercussão nacional após o youtuber Felca, que possui mais de 4 milhões de inscritos, publicar um vídeo no dia 6 de agosto relatando casos de “adultização” de menores envolvendo o influenciador.

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Decisão judicial e acusações

A prisão foi determinada pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara da Comarca de Bayeux (PB), que citou “fortes indícios” de crimes como tráfico de pessoas, exploração sexual, trabalho infantil artístico irregular, produção e divulgação de vídeos com constrangimento de menores, entre outros.

As medidas contra o influenciador incluem:

  • Bloqueio das redes sociais e proibição de monetização dos conteúdos;

  • Impedimento de contato com as supostas vítimas;

  • Apreensão de computadores e celulares;

  • Pedido para suspensão de uma empresa de rifas associada ao uso irregular de imagens de menores.

Na quarta-feira (13), policiais já haviam cumprido um mandado de busca em um imóvel de Hytalo em João Pessoa, mas o local estava fechado. Um novo mandado, executado na quinta-feira (14), resultou na apreensão de equipamentos eletrônicos.

Linha do tempo da investigação

O MPPB apura o caso desde 2024, com investigações conduzidas por duas promotorias:

  • Bayeux: conduzida pela promotora Ana Maria França, começou após denúncias de vizinhos sobre festas com presença de adolescentes consumindo álcool e fazendo topless.

  • João Pessoa: sob responsabilidade do promotor João Arlindo, investiga suposto esquema para emancipar menores em troca de presentes, como celulares.

No âmbito trabalhista, o MPT analisou mais de 50 vídeos publicados por Hytalo e ouviu mais de 15 pessoas envolvidas nas produções. O procurador Flávio Gondim destacou que os conteúdos foram avaliados detalhadamente e que o material coletado será encaminhado para as próximas etapas do processo.

O que diz a defesa

O advogado Sean Abib, que representa Hytalo e Israel, afirmou que seus clientes não tinham conhecimento prévio de um dos mandados de busca por se tratar de medida sigilosa. Ele disse que o influenciador está à disposição da Justiça e nega todas as acusações, garantindo que nunca compactuou com qualquer ato contra a dignidade de crianças e adolescentes.

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