Israel e o grupo Hamas retomaram nesta quarta-feira (8) as negociações indiretas para viabilizar a aplicação do plano de paz para Gaza, proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião ocorre em Sharm el-Sheikh, no Egito, com o apoio de mediadores internacionais.
Segundo fontes de segurança egípcias, as conversas começaram por volta das 11h (horário local, 5h de Brasília) e contam com a presença de representantes do Egito, Catar, Turquia e Estados Unidos. Entre os participantes estão os chefes dos serviços de inteligência egípcia e turca, o primeiro-ministro e chanceler do Catar, Mohammed bin Abdulrahman, e o enviado especial americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff.
De acordo com a emissora Al Qahera News, esta é a terceira rodada de negociações entre as partes. O foco principal é definir mecanismos para encerrar dois anos de guerra na Faixa de Gaza, promover a retirada das forças israelenses e viabilizar a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos.
O Hamas declarou estar “pronto para pôr fim à guerra”, mas exige garantias de que Israel encerrará totalmente sua ofensiva militar. O líder do grupo nas negociações, Khalil al-Hayya, afirmou que a lista de prisioneiros a serem libertados já foi trocada entre as partes.
A proposta do governo norte-americano prevê que, na primeira fase, ocorra a libertação de 48 reféns, vivos e mortos, mantidos pelo Hamas, em troca da libertação de centenas de palestinos presos por Israel.
O plano também inclui a desmilitarização da Faixa de Gaza e, em etapas futuras, a possibilidade de discutir a criação de um Estado palestino, proposta rejeitada até o momento pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
As negociações no Egito são vistas como um dos esforços mais significativos desde o início do conflito para alcançar um cessar-fogo duradouro e reduzir a escalada de violência na região.


