Bombardeios deixaram mortos em ambos os países antes do início da trégua. Trump, que anunciou cessar-fogo, afirma que o acordo foi violado pelas duas partes.
Israel e Irã voltaram a trocar ameaças nesta terça-feira (24), após acusarem um ao outro de romper o cessar-fogo anunciado no início da semana. Pouco antes da trégua entrar oficialmente em vigor, bombardeios atingiram regiões estratégicas em ambos os países. Ao menos 4 pessoas morreram em Israel e 9 no Irã, segundo autoridades locais.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia anunciado a trégua na segunda-feira (23), declarou em rede social que “ambos os países violaram a trégua” e que isso “compromete qualquer tentativa real de pacificação na região”.
Israel acusou milícias ligadas ao Irã de lançarem mísseis a partir da Síria. O governo israelense alertou que considera um ataque direto a Teerã, caso os ataques continuem. “Não ficaremos parados diante de provocações como essa”, disse um porta-voz do exército israelense.
O Irã, por sua vez, negou envolvimento direto e afirmou que Israel iniciou os ataques. Em pronunciamento transmitido por emissoras estatais, um comandante da Guarda Revolucionária declarou que o país está em alerta máximo: “Nosso dedo está no gatilho. Se houver nova agressão, responderemos com firmeza.”
A escalada militar foi levada à cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que acontece esta semana em Bruxelas. Líderes de países membros discutem os possíveis impactos da instabilidade no Oriente Médio para a segurança global. Autoridades de potências ocidentais classificaram a situação como “altamente preocupante” e defendem a retomada urgente do diálogo.
Apesar dos ataques, diplomatas envolvidos nas negociações indicam que o cessar-fogo ainda não foi oficialmente encerrado e pode ser restabelecido nas próximas 48 horas, caso ambos os lados se abstenham de novas ofensivas.


