As tropas de Israel ampliaram sua atuação militar no sul do Líbano, conforme anunciou o Exército nesta terça-feira (3). A ofensiva ocorre em meio ao avanço das operações contra o grupo militante Hezbollah e inclui a ocupação de novas posições estratégicas na região fronteiriça.
De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF), a medida faz parte de uma “postura defensiva avançada reforçada”, com o objetivo de monitorar a área e prevenir ataques contra comunidades israelenses.
Governo autoriza ampliação das operações
O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu autorizaram o avanço das tropas para assumir novas posições consideradas estratégicas no território libanês.
Segundo Katz, a decisão visa impedir ataques contra cidades israelenses próximas à fronteira.
Exército nega invasão em larga escala
Em coletiva de imprensa, o porta-voz da IDF, Tenente-Coronel Nadav Shoshani, ressaltou que a ação não representa o início de uma grande invasão terrestre no Líbano.
“Nossa presença se limita à área fronteiriça imediata, em postura defensiva”, afirmou. Ele destacou que a medida é tática e preventiva, voltada à segurança de civis e à proteção de pontos estratégicos.
Shoshani também declarou que Israel busca evitar uma nova evacuação em massa na região norte do país. Em outubro de 2023, após ataques com foguetes e drones atribuídos ao Hezbollah, cerca de 60 mil moradores foram retirados de suas casas.
Ordens de desocupação e tensão contínua
Antes da ampliação da ofensiva, Israel emitiu ordens de desocupação para assentamentos e vilarejos no sul do Líbano, determinando que moradores permanecessem a pelo menos 1.000 metros das áreas consideradas alvo.
O porta-voz militar israelense Avichay Adraee afirmou que as ações são motivadas pelas atividades do Hezbollah e declarou que Israel “não tem a intenção de prejudicar civis”.
Mesmo após um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em novembro de 2024, Israel continua realizando ataques no território libanês, alegando violações por parte do grupo, acusações que o Hezbollah nega.
O cenário mantém a região em elevado nível de tensão, com risco de novos desdobramentos no conflito.


