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Cultura

J. Borges, xilogravurista pernambucano, morre aos 88 anos

Aos 21 anos, começou a escrever cordéis e fez “O Encontro de Dois Vaqueiros no Sertão de Petrolina”, que vendeu mais de 5 mil exemplares em dois meses. - Foto: Divulgação/Museu do Pontal
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 J. Borges ganhou prêmios como a comenda da Ordem do Mérito Cultural, o prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.

José Francisco Borges, poeta e cordelista pernambucano, morreu aos 88 anos em Bezerros, no Agreste de Pernambuco. O filho do artista, Pablo, confirmou a informação na manhã desta sexta-feira (26).

Os familiares informaram que J. Borges estava internado há duas semanas por problemas no pulmão e coração, mas recebeu alta e morreu em casa, por volta das 6h da manhã.

A data e horário do velório não foram definidas, mas o xilogravurista será velado no Centro de Artesanato, localizado em Bezerros.

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J. Borges, Patrimônio Vivo de Pernambuco, nasceu em 20 de dezembro de 1935 em Bezerros. O artista só frequentou a escola por um ano, onde prendeu a ler, escrever e fazer contas.

Na juventude, foi carpinteiro e pedreiro, até descobrir a literatura de cordel. Aos 21 anos, começou a escrever cordéis e fez O Encontro de Dois Vaqueiros no Sertão de Petrolina, que foi xilogravada por Mestre Dila. O cordel vendeu mais de 5 mil exemplares em dois meses.

Uma exposição no Museu do Pontal, na Barra, celebra a trajetória do artista pernambucano. – Foto: Reprodução/Correio

Ao longo de sua trajetória, J. Borges ganhou vários prêmios, como a comenda da Ordem do Mérito Cultural, o prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na categoria Ação Educativa/Cultural e o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.

O artista tem obras expostas no Museu do Louvre, na França, que também já passaram por países como Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Itália, Venezuela e Cuba.

Xilogravura

Xilogravuras são uma forma de gravura em relevo, onde a imagem é esculpida em uma matriz de madeira.

As imagens são talhadas diretamente na madeira e ilustram, de maneira original, a cultura do povo do Nordeste.- Foto: Reprodução/Gravura Contemporânea

A técnica consiste em esculpir a imagem na madeira e depois aplicar tinta para criar uma impressão em papel ou outro material. O resultado é uma imagem rica em textura e detalhes.

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