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Saúde

Julho Verde: FCecon alerta para casos de câncer de cabeça e pescoço

A campanha é realizada há dez anos no Brasil com o objetivo de alertar a população para os sinais e sintomas da doença. - Foto: Reprodução
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O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que o Amazonas registre, em 2024, 340 casos dos tipos mais frequentes de câncer de cabeça e pescoço: cavidade oral (140), tireoide (130) e laringe (70).

O Julho Verde marca a campanha de conscientização quanto aos cânceres que atingem a região da cabeça e pescoço. A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) alerta a população para sintomas como aftas que não cicatrizam, rouquidão e dificuldade para engolir. 

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que o Amazonas registre, em 2024, 340 casos dos tipos mais frequentes de câncer de cabeça e pescoço: cavidade oral (140), tireoide (130) e laringe (70).

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O número estimado de casos novos de câncer da laringe para o Amazonas, para cada ano do
triênio de 2023 a 2025. – Foto: Instituto Nacional de Câncer (Inca)

A campanha é realizada há dez anos no Brasil com o objetivo de alertar a população para os sinais e sintomas da doença, além de destacar a importância do diagnóstico e tratamento precoces.

A doença afeta boca, seios paranasais, pele da face e couro cabeludo, nasofaringe, amígdalas, laringe, tireoide, dentre outras áreas.

Os fatores de risco para este câncer envolvem os hábitos de fumar e ingerir bebidas alcoólicas e o Papilomavírus Humano (HPV).

Por isso, o recomendado é vacinar meninas e meninos, dos 9 aos 14 anos, contra o HPV, evitar o tabagismo e bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável e fazer atividade física.

O cirurgião cabeça e pescoço da FCecon, Thomas Jefferson, afirma que 90% dos cânceres da cabeça e pescoço têm cura com o diagnóstico e o tratamento precoces.

Cirurgião cabeça e pescoço da FCecon, Thomas Jefferson. – Foto: Laís Pompeu/FCecon

“Se você tem alguma ferida ou lesão na pele, na boca ou na garganta, que não cicatriza em 15 dias, é recomendável que procure o médico para que possa lhe avaliar. Nódulos no pescoço e mandíbula, dificuldade para engolir e rouquidão são outros sintomas que merecem atenção”, completou o cirurgião.

Se houver a presença de um dos sintomas, é recomendável a busca de um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), para assim, o paciente ser encaminhado a um médico especialista em cabeça e pescoço para obter uma avaliação mais aprofundada.

A FCecon oferece tratamento tanto para os casos diagnosticados precocemente, com cirurgias minimamente invasivas, quanto para os casos mais avançados, quando a quimioterapia e a radioterapia atuam juntamente com a cirurgia.

O acompanhamento é multidisciplinar, com cirurgiões cabeça e pescoço, oncologistas clínicos, radioterapeutas, fisioterapeutas, nutricionistas e fonoaudiólogos.

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