O Ministério da Educação (MEC) aplicou sanções a cursos de Medicina em todo o país após resultados considerados insatisfatórios no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025. No Amazonas, foram penalizados o Centro Universitário Fametro (Ceuni-Fametro) e a Universidade Nilton Lins.
A decisão foi oficializada por meio de portarias publicadas nesta terça-feira (17) e atinge instituições que apresentaram baixo desempenho na formação de estudantes de Medicina.
Avaliação nacional expõe falhas na formação médica
O Enamed é uma prova aplicada anualmente pelo MEC, por meio do Inep, com o objetivo de medir a qualidade dos cursos de Medicina no Brasil.
Na primeira edição do exame, divulgada em janeiro, 107 dos 351 cursos avaliados receberam notas 1 e 2, classificadas como insatisfatórias e passíveis de sanções.
As duas instituições do Amazonas enquadradas nas punições apresentaram conceito Enade 1, com percentual de alunos considerados proficientes entre 30% e menos de 40%.
Corte de vagas e restrições estão entre as punições
Entre as principais medidas aplicadas às instituições estão:
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Redução de 50% no número de vagas nos cursos de Medicina
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Suspensão de novos contratos do Fies
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Proibição de ampliação de vagas
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Restrições ao acesso a programas federais
As sanções variam de acordo com o desempenho dos cursos. Quanto menor o nível de proficiência dos estudantes, mais rigorosas são as penalidades impostas pelo MEC.
Instituições não comentam decisão
Procurada, a Universidade Nilton Lins informou que não irá se manifestar sobre o caso. Já o Centro Universitário Fametro não respondeu até a publicação desta reportagem.
Correção sobre instituições citadas
Inicialmente, houve a divulgação equivocada de que o Centro Universitário do Norte (UniNorte), do Amazonas, estaria entre as instituições penalizadas. No entanto, foi esclarecido que a universidade mencionada pertence ao Acre. A informação foi corrigida posteriormente.
Fiscalização deve se intensificar
Com a publicação das sanções, o MEC também prevê a abertura de processos de supervisão, reforçando o monitoramento sobre a qualidade do ensino médico no país.
O objetivo, segundo o órgão, é garantir que os cursos atendam aos padrões mínimos exigidos para a formação de profissionais da saúde.


