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Mercosul articula assinatura do acordo com a União Europeia já na próxima semana, no Paraguai

Bloco sul-americano quer acelerar o processo após sinal verde provisório da UE e evitar novos atrasos em tratado negociado há 26 anos
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Com o aval provisório da União Europeia (UE), o Mercosul trabalha para realizar já na próxima semana, no Paraguai, a reunião entre líderes sul-americanos e a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, para a assinatura do aguardado acordo comercial entre os blocos.

O Paraguai, que atualmente exerce a presidência rotativa do Mercosul, deve sediar o encontro. A estratégia do bloco sul-americano é clara: “não deixar a bola quicando” e avançar o mais rápido possível, caso a UE confirme oficialmente a aprovação do tratado.

Apesar do avanço, a diplomacia do Mercosul mantém cautela. A assinatura ainda depende da ratificação formal pelo Conselho Europeu, prevista para ocorrer até 13h (horário de Brasília) desta sexta-feira (9). Somente após essa etapa o acordo poderá ser oficialmente firmado.

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Segundo fontes que acompanham as negociações em Bruxelas, o acordo já conta com o apoio de uma maioria qualificada: mais de 55% dos países da UE, representando mais de 65% da população do bloco, deram um aval provisório ao texto. No momento, o processo segue para um procedimento de manifestação por escrito, etapa final antes da confirmação oficial.

Nos bastidores, reuniões realizadas na última quarta-feira (7) ajudaram a destravar resistências importantes. A Itália, considerada o “fiel da balança” nas negociações, teria se aproximado do apoio definitivo após anúncios feitos pela União Europeia em favor do setor agrícola.

Durante encontro em Bruxelas, ministros da Agricultura da UE anunciaram um pacote robusto de 293 bilhões de euros para o orçamento da política agrícola do bloco, além de recursos para pesquisas, reservas para crises de mercado e redução de taxas sobre fertilizantes, medidas vistas como um aceno direto aos agricultores europeus, historicamente críticos ao acordo com o Mercosul.

Mesmo assim, a Itália ainda mantém uma última exigência: a redução do percentual necessário para o acionamento da cláusula de salvaguarda agrícola no acordo. Atualmente, o mecanismo permite que a UE investigue e suspenda temporariamente preferências tarifárias quando as importações de produtos sensíveis, como carne bovina e aves, aumentam 8% em média ao longo de três anos. Os italianos defendem que esse limite seja reduzido para 5%.

A votação sobre esse ponto ocorre a portas fechadas em Bruxelas, também nesta sexta-feira (9). O conteúdo final do acordo e eventuais ajustes só serão conhecidos após essa deliberação, mas a expectativa nos dois lados do Atlântico é de que o impasse seja superado e o tratado, enfim, assinado após mais de duas décadas de negociações.

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