A atriz norte-americana Diane Keaton faleceu aos 79 anos, na Califórnia, conforme confirmou neste sábado (11) a revista People. A informação foi divulgada por meio de um porta-voz da família, que pediu privacidade neste momento de luto. A causa da morte ainda não foi revelada.
Com uma carreira que atravessou mais de cinco décadas, Diane Keaton foi um dos maiores nomes do cinema americano, conhecida por seu talento, autenticidade e estilo único. Vencedora do Oscar de Melhor Atriz por Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall), ela também marcou gerações com atuações inesquecíveis em O Poderoso Chefão, Reds, O Pai da Noiva e Alguém Tem Que Ceder.
Nascida em Los Angeles, em 1946, como Diane Hall, a atriz era a mais velha de quatro irmãos. Seu pai era engenheiro civil e sua mãe, dona de casa, sonhava em ser artista, sonho que inspirou a filha a seguir o mesmo caminho. Ao iniciar a carreira, Diane adotou o sobrenome Keaton, em homenagem à mãe, já que outra atriz registrada utilizava seu nome de batismo.
Após se mudar para Nova York em 1964, conquistou seu primeiro grande papel em 1968, no musical Hair, na Broadway. Foi também nessa época que enfrentou um período de bulimia, uma luta que mais tarde relataria publicamente como uma fase difícil, superada com o apoio da terapia.
Seu grande destaque veio em 1972, quando interpretou Kay Adams, o par romântico de Michael Corleone (Al Pacino) em O Poderoso Chefão, dirigido por Francis Ford Coppola. O papel a projetou mundialmente, e ela voltou ao personagem nas sequências de 1974 e 1990.
Nos anos seguintes, Keaton consolidou-se como uma das atrizes mais versáteis de Hollywood, estrelando filmes de drama e comédia, como Procurando o Sr. Goodbar (1977), Baby Boom (1987), O Clube das Desquitadas (1996) e Alguém Tem Que Ceder (2003), ao lado de Jack Nicholson, atuação que lhe rendeu mais uma indicação ao Oscar.
Em produções mais recentes, participou de Book Club, Poms e até do videoclipe de Justin Bieber, Ghost, lançado em 2021. Na televisão, teve destaque na minissérie The Young Pope, da HBO, em 2016.
Além de atriz, Diane também foi diretora e produtora, assinando o documentário Heaven (1987), o longa Hanging Up (2000) e dirigindo um episódio da série Twin Peaks.
Keaton nunca se casou, e falava sobre isso com leveza e orgulho. “Nunca me senti destinada ao casamento”, disse em entrevistas. Ainda assim, viveu relacionamentos marcantes com Woody Allen, Al Pacino e Warren Beatty.
A maternidade chegou em outro momento da vida: Diane adotou dois filhos, Dexter, em 1996, e Duke, em 2001.
Fora das telas, manteve-se ativa e bem-humorada nas redes sociais, especialmente no Instagram, onde compartilhava memórias, reflexões e bastidores de sua carreira.
Em uma de suas entrevistas mais marcantes, à People, em 2019, resumiu o amor pela profissão:
“Sem a atuação, eu teria sido uma desajustada.”
Diane Keaton deixa um legado inestimável para o cinema, marcado por talento, sensibilidade e uma autenticidade que a tornou inesquecível.


