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Morre Divaldo Franco, aos 98 anos, ícone do espiritismo brasileiro

Nascido em Feira de Santana em 1927, Divaldo Franco descobriu a mediunidade ainda na infância. - Foto: Reprodução
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O corpo do médium será velado nesta quarta-feira (14) no ginásio da Mansão do Caminho, com sepultamento marcado para quinta-feira (15) no Cemitério Bosque da Paz.

O médium e líder espírita Divaldo Pereira Franco morreu na noite desta terça-feira (13), em Salvador, vítima de falência múltipla de órgãos após meses lutando contra um câncer na bexiga. Ele estava em casa, na sede da Mansão do Caminho, instituição que fundou há mais de 70 anos e que se tornou referência em trabalho social e educação no Brasil.

Nascido em Feira de Santana em 1927, Divaldo Franco descobriu a mediunidade ainda na infância, enfrentando inicialmente a incompreensão da família.

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A trajetória como um dos maiores expoentes do espiritismo no país começou a ganhar forma em 1952, com a criação da Mansão do Caminho, no bairro Pau da Lima, em Salvador.

O projeto, mantido até hoje com recursos da venda de livros e palestras, oferece educação, capacitação profissional e atendimento médico a milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Autor de mais de 250 obras – muitas delas psicografadas -, Divaldo também idealizou o movimento “Você e a Paz”, evento ecumênico que desde 1998 reúne personalidades de diversas religiões para promover mensagens de união e esperança.

Chico Xavier e Divaldo Franco em 1980. – Foto: Acervo/Mansão do Caminho

Mesmo durante o tratamento contra o câncer, iniciado em dezembro passado, ele continuou participando virtualmente das atividades, demonstrando o compromisso até os últimos momentos.

O corpo do médium será velado nesta quarta-feira (14) no ginásio da Mansão do Caminho, com sepultamento marcado para quinta-feira (15) no Cemitério Bosque da Paz. Seguindo o desejo dele, as cerimônias serão simples, sem cortejo e com o caixão fechado.

Divaldo Franco não deixou filhos biológicos, mas o legado como educador e pai espiritual para centenas de jovens permanece vivo através da obra que construiu.

A morte encerra uma vida de dedicação ao próximo, marcada pela , pela caridade e por uma incansável busca pela paz entre os homens.

A trajetória como um dos maiores expoentes do espiritismo no país começou a ganhar forma em 1952, com a criação da Mansão do Caminho. – Foto: Mansão do Caminho
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