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Número de mortos em terremoto de Mianmar ultrapassa 2 mil

Resgatistas carregam o corpo de uma vítima, após um forte terremoto, em Mandalay, Mianmar, em 30 de março de 2025. - Foto: Reuters
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Na Tailândia, as buscas continuam por 76 pessoas soterradas no desabamento de um prédio em construção em Bangkok.

A Junta Militar de Mianmar atualizou para 2.065 o número de mortos no terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o país na última sexta-feira (28). O tremor, um dos mais fortes já registrados na região, também causou destruição na Tailândia e foi sentido em partes da China, incluindo o desabamento de um arranha-céu em Bangkok.

Nesta segunda-feira (31), equipes de resgate ainda procuravam centenas de desaparecidos nos dois países. Governos como os da França e China confirmaram que cidadãos de suas nacionalidades estão entre as vítimas.

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Em meio aos escombros, uma mulher foi resgatada com vida após 60 horas presa sob os destroços do Great Wall Hotel, em Mandalay, cidade próxima ao epicentro. O salvamento, realizado por equipes chinesas, russas e locais, durou cinco horas, segundo a embaixada chinesa. A sobrevivente encontra-se em estado estável.

Na Tailândia, as buscas continuam por 76 pessoas soterradas no desabamento de um prédio em construção em Bangkok. O governador Chadchart Sittipunt afirmou que, apesar do tempo crítico, as equipes não desistiram:

“Detectamos sinais fracos de vida. Na Turquia, pessoas sobreviveram após uma semana sob escombros”, disse, destacando o uso de cães farejadores e scanners térmicos.

Nesta segunda-feira (31), equipes de resgate ainda procuravam centenas de desaparecidos nos dois países. – Foto: REUTERS/Stringer

Crise agravada pela Guerra Civil

O terremoto aprofundou a crise em Mianmar, país já devastado por uma guerra civil desde o golpe militar de 2021, que derrubou o governo eleito da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi. Infraestruturas críticas – como pontes, aeroportos e estradas – foram danificadas, dificultando a ajuda humanitária.

Moradores próximos ao epicentro relataram à Reuters a falta de assistência governamental, deixando populações vulneráveis à própria sorte. Enquanto isso, a ONU mobilizou suprimentos para 23 mil sobreviventes.

“O tempo é essencial. Mianmar precisa de solidariedade global”, afirmou Noriko Takagi, representante da agência de refugiados da ONU no país.

Vários países, incluindo Índia, China, Tailândia, Malásia e Rússia, enviaram equipes e suprimentos. Os EUA anunciaram US$ 2 milhões em ajuda, mas enfrentam limitações devido a cortes orçamentários.

Enquanto isso, rebeldes denunciaram que o exército continua ataques aéreos a vilarejos mesmo após o terremoto. Cingapura pediu um cessar-fogo imediato para priorizar os resgates.

Motociclista passa por estrada danificada em Nayipitaw, no Mianmar. – Foto: Sai Aung Main/AFP
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