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Operação desarticula rede criminosa que aliciava jovens para crimes cibernéticos em 7 estados

Os mandados estão sendo cumpridos nos estados do Rio, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul. - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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As investigações começaram em fevereiro deste ano, depois da divulgação, ao vivo pela internet, de um ataque cometido por um adolescente contra uma pessoa em situação de rua.

A Polícia Civil do RJ deflagrou nesta terça-feira (15) a Operação Adolescência Segura para desarticular uma das maiores organizações criminosas voltadas a crimes digitais contra crianças e adolescentes no país. Até o momento, dois adultos foram presos e sete adolescentes apreendidos em ações simultâneas em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

A investigação, conduzida pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV-RJ) com apoio do CyberLab do Ministério da Justiça, revelou que o grupo atuava em plataformas criptografadas como Discord e Telegram, onde promovia desafios criminosos, incluindo:

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  • Indução ao suicídio e automutilação;
  • Pornografia infantil;
  • Ataques violentos a moradores de rua;
  • Apologia ao nazismo;
  • Maus-tratos a animais.
Material apreendido na Operação Adolescência Segura. – Foto: Reprodução/TV Globo

Caso que desencadeou a operação

Em fevereiro de 2025, um homem em situação de rua teve 70% do corpo queimado após ser atingido por coquetéis molotov lançados por um adolescente. Enquanto o ataque ocorria, Miguel Felipe, um dos líderes do grupo, transmitia o crime ao vivo para mais de 220 membros no Discord. Ele foi preso, e o menor envolvido foi internado.

“Só escutei o barulho e senti meu corpo queimando”, relatou a vítima.

A polícia descobriu que a organização recrutava adolescentes por meio de manipulação psicológica, oferecendo recompensas para quem cometesse crimes mais extremos.

O grupo também mantinha servidores secretos com materiais de extrema violência e ódio, chamando a atenção até de agências internacionais, como a HSI (Homeland Security Investigations) e o NCMEC (Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas dos EUA).

Penalidades

Os investigados responderão por:

  • Associação criminosa (até 4 anos de prisão);
  • Indução ao suicídio e automutilação (1 a 3 anos);
  • Pornografia infantil (até 8 anos);
  • Maus-tratos a animais (multa e detenção).
Policiais fizeram apreensões de computadores, celulares e outros objetos. – Foto: Divulgação/Polícia Civil

A operação segue em andamento, com a expectativa de novas prisões e a identificação de mais vítimas.

“Essa rede representava um risco gravíssimo para jovens, usando a internet como ferramenta de recrutamento para crimes hediondos”, afirmou o Ministério da Justiça.

Se você tem informações sobre crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes, disque 100 ou registre uma ocorrência na delegacia especializada mais próxima.

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