Ainda há um quarto envolvido, que também seria tio da vítima e faz parte da rede de abuso
Três homens foram presos suspeitos de estuprar uma criança de 9 anos. Eles são pai, avô e tio da vítima e o crime acontecia diariamente, na residência onde eles moravam com a criança.
Ainda há um quarto envolvido, que também seria tio da vítima, e está foragido.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Bruno Fraga, a vítima e os criminosos moravam em uma comunidade afastada do município e, segundo apontam as investigações, o crime vinha acontecendo há mais de um ano.
“Além desta criança de 9 anos, também há outra que residia com os infratores e as investigações irão continuar para constatar que ela também teria sido abusada sexualmente por eles”, contou.

De acordo com o delegado David Jordão, titular da 35ª DIP, as informações sobre o crime chegaram à equipe de investigação por meio do Conselho Tutelar do município e, conforme os levantamentos foram sendo realizados, foi possível estabelecer uma situação que causou uma perplexidade.
“Geralmente nós vemos um ou outro agressor, mas neste caso estávamos diante de vários agressores da mesma família, e a vítima era uma criança de 9 anos. A criança não era apenas abusada sexualmente, mas também era obrigada a realizar outras atividades envolvendo trabalho infantil”, explicou.
“Na data de ontem cumprimos mandados de prisão e busca e apreensão em nome destes indivíduos, que moravam em uma área ribeirinha de Careiro da Várzea. Durante a operação policial também encontramos uma arma que estava em posse dos envolvidos, que foram presos no momento da abordagem policial”, disse.
Ainda conforme o titular, um segundo tio da vítima também tem envolvimento com o crime e está foragido, pois conseguiu fugir do local no momento da ação policial.
“Neste momento pedimos que a população de Careiro da Várzea continue atenta e use os canais de denúncia para que possamos concluir as investigações com a prisão deste indivíduo”, enfatizou.
Segundo o delegado, as investigações também irão continuar no sentido de localizar a genitora da vítima, a fim de averiguar se ela tinha ciência da situação.
Os indivíduos responderão por estupro de vulnerável, maus tratos e trabalho infantil e ficarão à disposição da Justiça.


