O Papa Leão XIV não participará do chamado “Conselho da Paz” proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi confirmada nesta terça-feira (17) pelo principal diplomata do Vaticano.
De acordo com a Santa Sé, a decisão está relacionada a divergências sobre pontos do plano apresentado e ao entendimento de que a mediação de crises internacionais deve permanecer sob responsabilidade da Organização das Nações Unidas (ONU).
Vaticano manifesta “perplexidade” com proposta
O secretário de Estado da Santa Sé, Pietro Parolin, afirmou a jornalistas que o Vaticano não aceitará o convite para integrar o conselho.
Segundo o cardeal, a instituição ficou “perplexa” com alguns pontos do plano, destacando que ainda existem “questões críticas” a serem resolvidas.
“Uma das nossas preocupações é que, em nível internacional, seja sobretudo a ONU que administre essas situações de crise. Este é um dos pontos em que temos insistido”, declarou.
Defesa do papel da ONU nas crises globais
Parolin reforçou que o posicionamento do Vaticano é claro quanto à governança internacional.
Para a Santa Sé, a Organização das Nações Unidas deve permanecer como principal instância multilateral responsável pela condução de negociações e mediação de conflitos, preservando o caráter global e institucional das decisões.
Declaração ocorreu durante evento oficial
As declarações foram feitas após a participação do cardeal em um evento com o governo italiano que marcou o aniversário dos Pactos de Latrão, acordo firmado em 1929 que reconheceu a Cidade do Vaticano como Estado soberano.
O posicionamento sinaliza cautela diplomática do Vaticano diante de iniciativas políticas internacionais e reforça a defesa do multilateralismo como caminho prioritário para a promoção da paz.


