Entre os investigados, estão pessoas físicas e também empresas legalizadas e de fachada
A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (08), no endereço de um suspeito de envolvimento em um esquema de comércio ilegal de mercúrio, para ser usado em garimpos na Amazônia.
O cumprimento do mandado é um dos desdobramentos da Operação Hermes Hg II, a ação cumpriu, ao todo, 34 mandados de busca e apreensão no Amazonas (1) , no Rio de Janeiro (3), em Mato Grosso (29), e em São Paulo (1).
Entre os investigados, estão pessoas físicas e também empresas legalizadas e de fachada. Além dos mandados, a justiça bloqueou cerca de R$ 2,9 milhões em bens.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, o esquema usava uma empresa de Paulínia, em Campinas (SP), para dar credibilidade ao comércio de mercúrio, uma vez que a instituição era autorizada no ramo.
O detalhe é que a empresa usava suas atividades para produzir créditos falsos de mercúrio no sistema do Ibama e a partir daí direcionava esses créditos para empresas de fachada que ajudavam a escoar o produto até os garimpos ilegais.
Ainda segundo a PF, a organização criminosa usava o Aeroporto Internacional de Viracopos para realizar o transporte do mercúrio. O produto, altamente tóxico, era usado em garimpos ilegais no Amazonas, no Pará, em Roraima, Rondônia e Mato Grosso.
Nessas regiões, o mercúrio é despejado diretamente nos rios e contamina a água, os peixes, outros animais e as pessoas que vivem nesses locais.
Os investigados podem responder por mais de seis crimes, como, comércio e uso ilegal de mercúrio, organização e associação criminosa, receptação, contrabando, falsidade documental e lavagem de dinheiro.


