Cantora fez tratamento no Brasil e nos Estados Unidos, mas não resistiu ao avanço da doença
Desde janeiro de 2023, Preta Gil lutava contra um câncer no intestino.
Após passar por quimioterapia, radioterapia e uma cirurgia no Brasil, a cantora chegou a ter uma melhora significativa. Porém, em 2024, o câncer voltou em outras partes do corpo. Preta então deu início a um novo ciclo de tratamentos, incluindo uma cirurgia extensa e, posteriormente, terapias experimentais nos Estados Unidos. Ela faleceu no dia 20 de julho de 2025, aos 50 anos, em meio a essa nova fase do tratamento.
Linha do tempo da doença de Preta Gil:
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Janeiro de 2023
Preta recebeu o diagnóstico de câncer de intestino (adenocarcinoma) após ser internada com dores abdominais. Iniciou o tratamento com quimioterapia e radioterapia. -
Agosto de 2023
Foi submetida a uma cirurgia para retirada do tumor e também do útero. Após 28 dias internada, teve alta e permaneceu em São Paulo para acompanhamento médico. -
Dezembro de 2023
Anunciou que havia encerrado o tratamento e que estava em remissão, sem sinais de células cancerígenas no corpo. -
2024
Durante exames de rotina, descobriu que o câncer havia voltado. Novos tumores foram encontrados em quatro áreas: dois linfonodos, o peritônio e um nódulo no ureter. -
Dezembro de 2024
Fez uma nova cirurgia, que durou 21 horas, para retirada dos tumores. Após quase dois meses internada, teve alta e voltou ao tratamento com quimioterapia. -
Maio de 2025
Buscando novas alternativas, viajou aos EUA para iniciar tratamento com medicamentos experimentais, ainda em fase final de testes, entre Nova York e Washington.
Sobre o tipo de câncer
Preta Gil enfrentava um adenocarcinoma, tipo de câncer que pode atingir diferentes partes do sistema digestivo, incluindo o intestino grosso. No Brasil, é o segundo tipo mais comum entre as mulheres, atrás apenas do câncer de mama.
Esse tipo de tumor costuma se desenvolver a partir de pólipos intestinais e, quando identificado no início, tem altas chances de cura. No entanto, quando há metástases (espalhamento para outras regiões), o tratamento se torna mais complexo, exigindo abordagens combinadas, como quimioterapia, cirurgia e terapias-alvo.
Cirurgia e reabilitação no Brasil
A cirurgia de 2023, realizada no Hospital Sírio-Libanês, foi considerada bem-sucedida. Após o procedimento, Preta passou a usar uma bolsa de ileostomia, que ela mostrou com orgulho nas redes sociais, como símbolo da sua luta e superação.
“Essa bolsinha salvou minha vida”, declarou à época. Ela explicou que o uso era provisório e faria parte de sua reabilitação até a reversão da cirurgia.
Retorno do câncer e nova cirurgia
Em 2024, a doença voltou em diferentes áreas. Mesmo após nova quimioterapia, os tumores não regrediram, e uma segunda cirurgia extensa foi realizada.
Apesar da recuperação delicada, Preta manteve o otimismo e seguiu com o tratamento, determinada a vencer mais uma vez a doença.
Tratamento experimental nos EUA
Já em 2025, Preta embarcou para os Estados Unidos para testar novas possibilidades de combate à doença. Ficou hospedada em Nova York, viajando regularmente a Washington, onde recebia medicamentos experimentais em um centro especializado.
O plano era seguir o tratamento até agosto, quando novos exames definiriam os próximos passos. Infelizmente, a artista não resistiu às complicações e faleceu antes da conclusão dessa etapa.
Uma despedida precoce, mas cheia de coragem
Preta Gil compartilhou sua luta com o público de forma transparente, com força e esperança. Sua história inspira não só pela trajetória artística, mas também pela forma como encarou a doença com coragem, humanidade e amor à vida.


