O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, foi preso nesta quinta-feira (19/2) no Reino Unido sob suspeita de má conduta em cargo público. A informação foi divulgada pela BBC.
De acordo com autoridades locais, policiais realizam buscas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk, ligados ao ex-membro da família real.
A Thames Valley Police, responsável pela área onde está localizada a residência Royal Lodge, confirmou a detenção em comunicado oficial. O imóvel foi moradia de Andrew por vários anos.
Suspeita de envio de informações confidenciais
Segundo a polícia, estão sendo analisadas informações de que o ex-príncipe teria repassado dados potencialmente confidenciais ao financista norte-americano Jeffrey Epstein durante o período em que atuou como representante especial do Reino Unido para comércio internacional, entre 2001 e 2011.
Um e-mail datado de 24 de dezembro de 2010, enviado a Jeffrey Epstein, indicaria o encaminhamento de um “relatório confidencial” sobre oportunidades de investimento no Afeganistão.
Documentos incluídos nos chamados arquivos Epstein, divulgados pelo US Department of Justice, também sugerem que Andrew teria compartilhado relatórios sobre viagens oficiais à China, Singapura e Vietnã no mesmo período.
Acusações anteriores
As investigações se somam às acusações de agressão sexual feitas anteriormente por Virginia Giuffre, que afirmou ter sido explorada sexualmente quando era menor de idade.
Outra mulher, representada por advogado, declarou que teria sido enviada por Epstein ao Reino Unido em 2010 para manter relações com o então membro da família real.
Um terceiro relato, apresentado por advogado norte-americano, afirma que uma cliente teria sido forçada a manter relações com Epstein e Andrew durante uma festa na Flórida, em 2006.
Novas apurações
A Surrey Police, no sudeste da Inglaterra, informou na quarta-feira (18/2) que recebeu um relatório com trechos censurados apontando supostos casos de tráfico de pessoas e agressões sexuais contra menor entre 1994 e 1996, na localidade de Virginia Water.
As autoridades britânicas não detalharam se as investigações em curso têm relação direta com os fatos mencionados no documento.
O caso reacende o debate sobre os vínculos do ex-príncipe com Epstein e amplia a pressão pública sobre a monarquia britânica em meio a novas revelações.


