Manaus (AM) – O Procon Manaus deflagrou, nesta quinta-feira (5), uma operação conjunta para combater a venda ilegal de medicamentos e substâncias de uso controlado, com foco em produtos divulgados como emagrecedores nas redes sociais. A ação teve como alvo o comércio clandestino de anabolizantes, conhecidos popularmente como “Monjaro”, que estavam sendo comercializados sem qualquer autorização dos órgãos reguladores.
Durante a fiscalização, 21 itens foram apreendidos, incluindo 19 seringas fracionadas sem identificação e duas ampolas de Tirzepatida, substância de uso restrito. Os produtos eram vendidos sem nota fiscal, o que levou à lavratura de auto de infração, com base no Código de Defesa do Consumidor, por prática abusiva e risco à saúde pública.
Crime contra a saúde pública
A ação contou com o apoio da Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor (Decon-AM). De acordo com a polícia, a venda de medicamentos de uso restrito, sem registro ou autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), configura crime grave contra a saúde pública.
Segundo o delegado responsável, a conduta se enquadra no artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, adulteração e comercialização ilegal de medicamentos. “A investigação vai apurar todas as circunstâncias para identificar os responsáveis”, destacou.
Alerta à população
A presidente do Procon Manaus, Onilda Abreu, reforçou o alerta à população sobre os riscos do consumo desses produtos adquiridos fora dos canais oficiais.
“Não compre emagrecedores por WhatsApp ou redes sociais. O uso desses medicamentos exige acompanhamento profissional e pode causar danos severos à saúde”, afirmou.
Falhas no armazenamento
Além da venda irregular, a Vigilância Sanitária identificou falhas graves na conservação dos produtos. Segundo o gerente de Vigilância de Medicamentos, Kinsey, a Tirzepatida deve ser mantida sob refrigeração entre 2°C e 8°C, o que não era respeitado.
“Quando não se conhece a procedência nem o processo de transporte, a estrutura química do medicamento pode ser comprometida, reduzindo a eficácia e colocando o paciente em risco”, explicou.
Como denunciar
O Procon Manaus orienta que consumidores denunciem ofertas suspeitas de medicamentos aos órgãos competentes, como o Conselho Regional de Farmácia do Amazonas (CRF-AM) e o Ministério Público.
📞 Disque 151
📱 WhatsApp: (92) 98802-3893


